sexta-feira, novembro 09, 2007

Porque as flores murcham


Estava olhando o vaso transparente, permitindo ver os talos da indefesa planta colhida por um florista habilidoso. Amarela flor, imito a cor quando algo me choca. Sou amarela quando sinto fome, quando sorrio sem querer. A flor, não. É amarela por natureza, sem melindres, humores diversos.


Fica ali, depositada, sorvendo a água, sem demonstrar sede. Escuta sem ouvir os meus ruídos, queixumes, pensamentos nervosos, típicos de gestor na implantação de uma mídia. Só espero não amarelar.


Quero ser amarela-flor, viçosa apesar de ceifada dos galhos que prende à vida. Mas, sem lamentar porque viver é libertar-se.


Só pra dizer que não perco a poesia, apesar dos desafios.
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