sexta-feira, maio 06, 2011

Eu só queria ser mais grata...

Eu sou mal agradecida. Tenho amigas, verdadeiros anjos, que sempre batem asas na minha direção em meu socorro. Quando menina e na adolescência vivia pedindo um "sinal" da conexão com Deus. Ficava atenta a qualquer ruido, um toque de telefone ou mesmo uma lufada de vento. Eu não sei porque a brisa sempre me atraiu, numa proposta sem explicação para algo inesperado.

Acho que é da natureza feminina parir ideias confusas, mas que resultam em algo produtivo. Não sei se me faço entender. É como a sensação da dor aliviada do parto. Depois de nove meses com alguem pesando dentro de você e a experiência do ensaio de um amor desconhecido, eis que seu corpo expulsa aquele ser estranho. Ah! é você quem me chutava? E agora, quem vai dormir com um barulho desse?

Acredito que os "sinais" que tanto clamei e clamo estão sempre por perto. Eu é que nem sempre tenho ouvidos e olhos atentos. Uma madrugada dessas, enquanto fazia café para tomar na redação da rádio, reclamava da liseira frequente. Uma voz, que não veio de dentro de mim e nem da casa, ecoou num sinal - este sim, um feedback com o Criador - Você não confia em Deus?  Claro que sim! exclamei girando os calcanhares em busca do emissário.

Eu acho formidável ser gente, mesmo que ingrata, porque é bem mais fácil com tantos auxiliares nos observando e servis na qualidade de responder aos questionamentos, com perguntas bem mais salutares do que as respostas que queremos.


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