quarta-feira, dezembro 06, 2006

Para dobrar o sino


O que você quer ganhar do papai Noel? Esta pergunta nunca foi feita a mim. E, se alguém hoje se atrever a me perguntar, com certeza vai ganhar uma gargalhada como resposta, seguido de um eu cresci, sabia?

O fato é que são muitos os presentes e dádivas que espero receber. Aliás, todos, sem exceção, esperam ser ouvidos, olhados, abraçados e lembrados. O mês de dezembro é pequeno e a noite de Natal tempo pouco demais para se atender aos chamados.

Neste período, o comércio fica de olho no décimo-terceiro, que já foi gasto pela maioria. O meu, está quase indo embora. E não será utilizado em presentes.

Há quem se alegre e se comova nessse período, querendo compensar o tempo na dedicação dos abandonados, os órfãos da sorte. Outros, abraçam a depressão. Alegam tristeza, uma certa saudade, uma melancolia sem argumentos visíveis.

Enquanto isso, os sinos continuam tocando num convite 'a necessidade de paz. Esta sim, será a nossa maior conquista. Mas, enquanto o melhor presente não chega, o namorado não vem, a mesa não fica farta, a promoção não sinaliza, vamos conciliar as idéias.

Vamos permitir extravazar o lado bom tão pouco usado. É o momento de se respirar, libertar-se da angústia, que o egoísmo provoca. Olhar pro outro e reconhecer, que também alimenta os mesmos sonhos.
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