Estava falando sobre discurso nosso de todos os dias e alguém,
defendendo autoria de sua fala, me informou que sempre patenteia as frases. E saiu citando algumas delas, as quais não exponho aqui por absoluta falta de permissão. Não que ela tenha negado, eu não cheguei a pedir.
Fiquei, como sempre, cismando. O que de fato me pertence quando falo ou escrevo? Se utilizo palavras usuais, fatos corriqueiros e bisbilhotados, e rara exceção, algo inusitado e do desconhecimento da grande maioria? Lamento não ter feito a cadeira, que põe luz sobre análise do discurso.
Quando escrevo, também sou leitora. E sei que nem sempre sou fiel ao
primeiro pensamento manifesto. Antes, passa pelo crivo da razão em busca da
lógica e, principalmente da aceitação.
É preciso ter zelo quando se escreve na rede mundial de informação. A preocupação não se restringe apenas a quem deve atingir, mas, (ressalto), o autor.
Esta introdução é para apontar alguns exemplos de discursos que marcaram a história nossa. Mas, sem dúvida este, foi o que nos transformou e vai nos transformar sempre.
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