segunda-feira, julho 28, 2008

Pelo mercado


Aqui é proibido trabalho infantil. A frase está lá na parede defronte a escada, que dá acesso ao primeiro andar do mercado São Sebastião, no centro da Cidade, para onde fui com a minha filha Andréa e o meu neto, Victor. Para ele, foi uma maravilha, e chamei sua atenção para a informação escrita com tinta verde. Informei-lhe as razões pelas quais nós fazemos parceria aos órgãos que promovem o estudante e estimulam a educação.




Em meio às cestas de palha, artesanato genuínamente cearense - lá pode-se encontrar todos os tipos e tamanhos - bordados, e outros produtos curiosos como o rolo de fumo, que mereceu uma cara de nojo de Victor depois de saber para que era utilizado. O vendedor veio ao nosso socorro, informando que o fumo é um excelente inseticida. Alívio para todos.


Saboreamos com os olhos as frutas da estação e os pratos típicos como a tapioca. Fazia tempo que o meu domingo não era tão gostoso. Agradeci no íntimo pela escolha. Carrinho cheio e nos ajudando a levar os produtos adquiridos, no setor dos peixes, Victor aprendeu como tirar vísceras e escamas.


Percebi o quanto a minha vida de menina sem internet, sem jogos eletrônicos, sem fast food, foi rica e feliz. A cultura cearense não era mostrada em páginas da Web e não precisava de pesquisadores para entender o cearensês. Era cearense pura, nascida em Fortaleza, mas com um gosto e um trato matuto, que a Fortaleza daquela época gerava em mim.


Por isso, a rapadura não ganha dos doces congelados, muito menos o doce de mamão com coco, a garapa de cana-de-açúcar, a tapioca banhada em leite de coco e os pratos feitos à base de vísceras, a famosa panelada, que não será comida por Victor, por enquanto.

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