segunda-feira, outubro 30, 2006

O dia seguinte


Não sei se por cansaço ou por maturidade, mas já não gasto energia e nem tempo com certos comentários. Fico ouvindo até que a caixa se esgote. Digo, paciência. Há pessoas, que realmente, sabem comentar. Essas eu tenho apreço. No entanto, outras, faço questão de desligar-me.

O dia seguinte é sempre um mar de murmúrios. E no dia que sucede a reeleição de Lula é possível nadar no oceano de falação. Aproveito para destacar o que o ouvido capturou e o cérebro filtrou:


"O Lula ganhou porque não tinha adversário.
O Lula de novo, é piada! oh paíszinho...

Não sei, não quero saber. Não votei neles.
Eu votei de primeira, mas de segunda...

É Lula de novo, quem mais pode pensar nos pobres?

Também, queria o quê? Não temos outros é todo mundo igual: é tudo... Que surpresa que nada! As pesquisas quebraram o suspense."

Fiquei cismando, enquanto lembrava do cochilo que dei, diante da TV, no primeiro pronunciamento do presidente reeleito. Este foi por cansaço. Ou será que cochilei, de novo?

Quer saber? Deixa o homem trabalhar.


É provável que amanhã, eu queira modificar este texto, mas, como José de Alencar uma vez sentenciou "toda obra pertence ao seu tempo", eu elaborarei outro, com notícia do dia.

Afinal, texto é do momento criativo e das razões, enquanto que o escritor, é obra inacabada, sempre em mudança.

Ainda bem. Eu não saberia conviver com a Fátima de ontem.

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