O eco do ECA



Quando menina não conhecia os meus direitos. Sou de um tempo em que a boa infância era viver de acordo com o pensamento dos pais, a forma como eles viam o mundo - não muito diferente de hoje - mas com a diferença de que criança não emitia opinião. Ou seja, falava quando era estimulada para isso para responder questões do tipo qual é o seu nome? quantos anos você tem? Passou de ano?


Na maioria das vezes, criança nos anos 50 e 60 seguia um rotina imutável de comer tudo para ganhar sobremesa, levar palmatória se não estudar; castigo sem sair de casa e nem olhar a rua além da janela; procurar a palmatória para levar uma boa sova...


Direitos garantidos por lei com certeza haviam, mas quem cobrava? Os pais sempre tinham razão em tudo, até quando estavam errados. E quem era besta para dizer o contrário? Hoje, o Estatuto da Criança e do Adolescente é louvado por uma grande maioria e se faz necessário. Mesmo assim, apesar de tudo, nunca fui uma menor abandonada, frequentando ruas como moradia, fora da escola...

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