segunda-feira, dezembro 01, 2008

Pelo verde




Nem sempre quando alimentamos uma plantinha com água e alguns adubos indicados por botânicos estamos protegendo a natureza. Estava limpando a varanda e tentando salvar a pequena palmeira de uma gulosa lagarta. Nem titubiei quando dei início à caça com vontade.




Ao sacudir com vontade as palmas, a única lagarta cai e percebo com receio que já estava iniciando ali o processo de casulo. Ainda transparente a cobertura natural, a gulosinha parecia adormecida. Peguei com certo cuidado e depositei-a ao tronco da planta. Verifiquei se não ficaria molhada com a próxima rega.




Que lição aquela! Cismo o pensar de que nem sempre estou protegendo a Natureza, mas sim excluindo alguns elementos para cuidar do objeto do interesse. Imitando a minha filha que faz curso de Ikebana, acostumei-me a ter flores em casa, num arranjo bem do meu jeito. Sempre digo para as plantinhas enquanto a tesoura faz o seu serviço de poda: Você vai ficar linda, lá no meu jarro radiando energia.




Peço perdão a muitas agressões que provoquei e que ainda provoco. No entanto, uma das manias - espero que sirva para alguma coisa- sempre adoto plantinhas jogadas nas calçadas. Fico satisfeita quando crescem o dominam o espaço.

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