Quando vou pagar as contas, é impossível não sentir o constrangimento de ir para o caixa deixar quase todo o meu salário lá. É um adeus definitivo das cédulas.
Digo constrangimento porque sou obrigada a desfazer-me da grana esperada mensalmente. Hoje, as contas vêm mais transparentes(?) demonstrando a porcentagem de impostos que quadriplica o que foi consumido.
Cada vez mais me sinto menos consumidora e mais consumida. E ainda dizem que dinheiro na mão é vendaval. Eu diria melhor: tem um vendaval contínuo que me deixa de mãos vazias, que desocupadas, me ajudam a segurar a cabeça e pedir socorro.
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