A imagem que se vê

Sempre me utilizo do recurso da fotografia para reforçar o pensamento. No entanto, sei que o meu calcanhar de Aquiles é o ouvido.

A imagem sensibiliza, nos prende o fôlego e multiplica o pensar. Não tenho idéia de quantas vezes assim já estive. Como feto, ou bem antes, como semente apenas.

Quando renasço não estou presente, motivo pelo qual não guardo lembrança. E se a memória reteve, não libera o fato para que eu possa, plenamente, recordar e viver.

Na tentativa de ser prática personifico o fotógrafo, reclamando mais técnicas para o flagrante. Como observador, busco entender além da idéia do profissional. E como apenas mais uma vez, Maria ( o meu primeiro nome), comporto-me como procriadora. E assim, me dou conta de que a imagem não é fantástica, mas o que revela.

E você, qual personagem identifica?

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