No seio da família


Sem desmerecer o homem, a sua função na família, a mulher-mãe conta muitos pontos. Apesar das adversidades e da dor, parir, criar, educar e manter a união na casa, verdadeiras provas de fogo no quesito sentimento.
Sempre vi na mulher a condição doméstica de atuar sempre, sem direito a férias e murmúrios, a mãe é a escola da família, é aluna eterna da vida.


Estou assim ligada ao ventre depois de ter tido a felicidade de participar do aniversário da mãe da minha amiga Sílvia Goes. Zoraida é o nome da figura que não se impõe, mas que se fez líder de uma comunidade, espalhando bondade, aprendendo e ensinando a amar e como conseqüência, vive reunida à sua prole carinhosa.


Penso no que seria a sociedade - com certeza receberia outro nome - se figuras assim não sobrevivessem na Terra. Entre pratos saborosos feitos com a avidez de agradar, circulei entre aquelas pessoas que via pela primeira vez, mas com intimidade, penetrando no seio do lar, imitando um labirinto com tantos quartos, num objetivo de abrigar almas atentas ao conforto do reduto.


A felicidade terrena é assim: um punhado de gente, que ri, chora, e faz tudo junto, por acreditar na amizade, a maior demonstração de amor que sentimos por aqui. E já espaçosa como costumo ser, plantei a minha sementinha no solo de Tejuçuoca, querendo retornar, abraçar e trocar energias com os personagens vivos, quentes de amor, fazendo-me pinçar o quadro poético a que sempre recorro, quando o prazer é infinito.

2 comentários:

Eduardo Andrade disse...

Querida Amiga,
Belo comentário e percepção da vida.
Abs,

Fátima Abreu disse...

Obrigada Eduardo, eu também gosto muito do que você escreve. É uma riqueza de talento. Valeu. Um abraço.

Se deixar, o vento leva!

  De vez em quando faço uma ligeira pesquisa por aqui, neste espaço.  É tão bom ler o meu pensar de alguns anos.  Este blog tem me acompanha...