No caderninho


Já vai longe, ou melhor, amadureceu a vontade de anotar num caderno ou em qualquer guardanapo de mesa de restaurantes, o momento de um encontro amoroso. Não é que tenha perdido no tempo, apenas se descobre, depois de minutos dedicados ao romantismo, que o registro no papel amarela e a mente guarda sem registro.


Os recados e as palavras flagrantes não se perdem, embora esquecidos em uma gaveta.


A vida é um vai-e-vem que nos permite tropeçar, deparar ou apenas manter um encontro que não finda. Com o passar das horas, o adeus que não foi dado é a promessa de companhia por tempo indeterminado.


Isso porque o ser não é finito.

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