Estava há pouco ouvindo uma entrevista na rádio FM Senado e, confesso, gostei muito mas não consigo lembrar o nome do poeta entrevistado. Ficou retida na lembrança o que ele falou sobre os seus escritos, a preferência de colocar no papel o pensar nem sempre rimado. Falou suas preferências e parcerias, numa demonstração de que os livros de poesia vão continuar por muito tempo entre nós.
Tenho essa falha: não presto atenção nos nomes. Quando sou apresentada a alguém prendo os olhos no sorriso. Perco-me na análise e não escuto a primeira palavra, a primeira frase. No início inocomadava-me a falta, mas depois mais conformada, até me divirto. Mas, para um jornalista esquecer nomes nem sempre é fácil de lidar. Contudo, reconheço ser mais uma razão para prestar atenção em mim.
Certa vez, perguntei ao mentor amigo como deveria chamar-lhe. A resposta veio de pronto: você não liga para nomes. Depois da afirmativa, firmei-me como alguém que está em evolução contínua, que no caminho do crescimento toma atalhos que nem sempre tem saída, mas que aos poucos aprende como retornar.
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