Na próxima quinta-feira, estarei completando 55 anos de vivência na Terra. Não faço ideia de quantas vezes já estive por aqui. Só sinto de vez em quando algumas reminiscências ou seriam sequelas(?) dos bolsões de memória.
Não lembro de um único momento de liberdade. Esse desprendimento total ou quase de pensamentos-prisões. Estou sempre me flagrando presa, detida em situações que muitas vezes aposto não me pertencerem.
Fazer 55 anos não é sentido só no corpo. Ah, quem dera! Para o diabo a flacidez da pele. O que eu mais quero é a flacidez da congestionada mente.
Não sinto saudades da infância, mas gostaria de experimentar a ilusão de que ao crescer, seria livre para tomar decisões, longe do jugo materno. No entanto, resta o consolo de que 55 anos é apenas um breve momento de mais uma tentativa.
Então, nesta casa, não sairei por ai gritando ser dona do meu nariz. O nariz é muito pouco para quem tem um universo inteiro, infindo.
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