Acompanhava aquela aventura culinária num afã que até hoje não entendi.Começava na feira perto lá de casa, na escolha do melhor milho que me era mostrado, lembrando a importância dos bons grãos e os mais verdinhos. Anos depois, minha filha Érica, costumava me corrigir: Não é verde mamãe, é amarelinho.
Depois em casa, vinha o debulhe. Era uma mão de obra sem tamanho ter que catar os cabelinhos da espiga. Mas a aposta maior era correr atrás da bonequinha de milho - a espiga ainda em formação com muitos fios que virava brinquedo depois.
Depois de retiradas as cascas da espiga, lavar bem para receber a receita da pamonha, a parte mais grossa do preparo. Ralar o milho era muito dificil e perigoso por isso cabia a minha mãe fazer com ajuda da minha tia Almerinda. Em seguida, retirar a casca do milho coando em um pano, misturar manteiga, leite de coco, coco e açúcar.
Tudo na panela e aí vem a etapa que eu me metia a ajudar que era mexer tudo, naquele panelão - sim porque depois de tanto trabalho tem que fazer muito para render até o dia seguinte. E haja tempo para ferver, para pegar o ponto.
A pamonha não precisava mexer, mas tinha que ajudar na hora de amarrar os pacotinhos feitos com a casca da espiga.
Hoje, a canjica do supermercado passa ao largo no sabor, no cheiro, na cor, no fazer, reforçando a necessidade de vivenciar todos os dias nossos.
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