Depois que a França conquistou o direito de continuar na Copa do Mundo, em conversa com amiga, entendemos que os heróis somos todos nós que travamos batalhas diárias e permanentes.

Somos os usuários dos ônibus, os assalariados, as mães preocupadas com a dependência das drogas, com a inadimplência na escola, com os impostos e aumentos extratosféricos.

Somos as cantigas mal cantadas e dançadas, que não levantam saias porque o vestir atrapalharia o recurso de exibir o corpo e faria com que todos se dessem conta de que há outras opções.

Somos os extremos de uma guerra sem fim pela posse da terra, pela disputa de vagas no mercado cada vez mais estreito.

Somos a mão que mais apanha do que pede ao que só aprendeu a bater.

E continuaremos sendo ainda o povo mais otimista, apesar de tudo, porque o mundo como a bola rola e faz rolar lágrimas.

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