Natureza
Natureza Humana desperta o pensar para olhar o cachorrinho que balança o rabo agitado. Num pula-pula chama atenção respondendo às indagações. Sai daqui cachorro fedorento, cabisbaixo vai para debaixo da poltrona. Num estalar de dedo, volta latindo feliz.
Reconhece o secador de cabelo usado no banho. Fugídio vence os degraus da escada e some na cor da parede branca que estanca o elevado. Campainha tocando, latido como resposta. Insistente retorna e espanta a visita. Basta um carinho na nuca e já se joga no chão fazendo graça.
Porta fechada, um último olhar para trás. Lá está ele, sentado sobre as patas traseiras, língua moleque e olhar atento, mas o silêncio é marca da despedida. Natureza de cão.
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