
Quando garota viajava no tempo dando ouvidos ao som dos goles aflitos. Isso porque quando criança a gente tem sempre pressa para que o alimento faça a sua função.
Depois, uma mesa (não importa o tamanho), um livro aberto, canetas sem tampas numa aflita vontade de espalhar a tinta sobre o papel em forma de pensamento. A fumaça é o transporte para uma viagem sem retorno.
O pensar que extrapola o papel encontra destino num olhar descuidado. Nem tudo que se deita em folhas levanta ideias.
A xícara foi esquecida e o vento arrasta as folhas escritas sem piedade, que alçam voo desatinado e o olhar fica preso à distância de que nada vale a corrida do que se foi.
Um comentário:
É Fabreu, sem dúvidas você escreve com a alma, para si e para o outro. Acredito que vira e mexe um leitor se identifica com seu pensar, com seu retrô, com seu real...
Eu já me vi "Fabreu" em seu O Pensar.
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