A alvorada de hoje foi o barulho da chuva no telhado transparente, lembrando que molharia os pés ao sair de casa. Enquanto o cheiro do café invade as minhas narinas, nem pensei na aniversariante. Estou assim agora: quando acordo permaneço com a boca fechada, mas o pensamento busca alçar voos em agradecimento a Deus.
Quando menina achava que toda pessoa madura gostava de dedilhar as continhas do rosário e ficava num mantra sem fim repetindo os apelos a Deus. Hoje, percebo que ser madura é, antes de olhar em volta, mirar o íntimo ser que habita.
Não sei bem o sentimento da maioria dos fortalezenses, mas esta é a Cidade que nasci, cresci e hoje, às vezes em sobressalto, aprecio muito caminhar nas suas vias, disputando com cadeiras, mesas e lixo, um espaço nas calçadas.
Lembro das caminhadas até a escola na adolescência sem muita preocupação com o número de veiculos e, parece-me com menos buracos por conta disso(?) Naquele tempo a gente passeava.
Nós cearenses estamos sempre de braços abertos para receber e acolher os que vêm de fora. É o entusiasmo da visita, do novo, aquele sentimento fortalecido das boas coisas que nos pareciam ser de uma cidade provinciana.
Do tamanho que está não repito o slogan "Bela", porque a beleza está nos olhos de quem vê.
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