O açude dorme e o sol é posto


Eu amo os escritores. Aquelas pessoas que deitam o pensar e não dormem a letra. Que fazem música sem cantarolar, que nos levam para caminhos distantes, tão próximos, mas que por falta de indicação, não seguimos.


Há escritores tão óbvios que parecem estar repetindo o que pensamos. Há aqueles que mudam o idioma e nos levam para países distantes, com gente que fala diferente, mas que tem emoções iguais as nossas.


E ainda há aqueles que discorrem o seu pensar numa fluidez sem fim e nos envolve no mistério da alma, e nos apresenta a esfinge de todos nós. São autores de obras em alguns momentos, anônimas, que nem chegam às prateleiras, mas que moram no peito, fazendo pulsar com força o coração.


Outros ainda, são tão familia, cujo perfil do pai, do avó está ali, nos chamando para um bate papo além da imaginação. E há aqueles ainda que temos a oportunidade de chegar próximo, apertar a mão que escreve, beijar a fronte da criação. Eu tive recentemente esse momento que vai perpetuar.


Conheci Crescêncio Marinho de Pinho o autor do livro Do Alvorecer ao Sol Posto - Retalhos do Passado, que vai ser lançado no próximo dia 17, no Centro Cultural Oboé, que me tocou profundamente. Este homem nos apresenta o açude dormindo. Neste convite Crescêncio nos convida a acordar para a forma simples de viver. Nos diz que respirar é tudo que necessitamos.

Mentalmente


A mente, pelo amontoado de pensamentos é por si, insana. Nesse complexo habita inúmeros personagens. A cigana que mora em mim, por exemplo, diz que depois de submetida à uma prova de fogo, serei feliz. E quem não seria?


O sábio que me envolve, alerta para precaução e diz que no caminho do progresso devo escolher a quem devo me agarrar. O estranho, sob o brilho do falso conhecimento, não traduz a linguagem estrangeira e passa despercebido.


A víbora, lasciva, destila o veneno num casamento incomum com a traquina menina que alimento e cultuo. O tédio desembarca de vez em quando e busca a monotonia para continuar hóspede.


A alegria, essa ganha no barulho que tanto aprecio, mas deixa a mente calma e relaxa o amontoado do pensar. Você tem idéia do persona que sou?

BB 2008




Porque não participaria do Big Brother, programa da rede Globo. Primeiro, porque não tenho mais vinte anos, ou melhor, corpo dos 20, ou ainda porque não me submeti ao bisturi. Não inflei os seios, não suguei a gordura dos quadris e da cintura.


Também porque acredito que dinheiro não é prêmio. É moeda corrente. Também porque o sacrifício de conviver com pessoas estranhas escapa totalmente da minha compreensão. Também porque não consigo conviver com a invasão de olhares que só Deus sabe o que a mente pinta.


O Big Brother é uma espécie de zoológico, onde o homem exige a jaula para ser transformado em estrela. Mais uma razão pela qual não me constrangeria a participar. Também porque a TV é melhor do lado de cá.

Números que te quero!


Um dia, lendo uma dessas revistas bobas dedicadas a adolescentes, havia uma matéria interessante sobre numerologia. Ainda com ranço de vidas antigas baseadas no medo do desconhecido, fiquei lembrando quando me falaram pela primeira vez do significado de alguns números.


Lembro que gostava de somar os números, de acordo com as letras, dos nomes das pessoas conhecidas. Claro que não cheguei a seguir os conselhos que alguns ditavam, mas os números não deixam de ter sua importância na nossa vida.


Peguei mania de calcular tudo e vendo assim somei há pouco, os números do ano em curso. Pegando a data, o cálculo do dia, do mês e o por fim, o ano, chego ao total do número quatro. E o que nos diz esse número? É o número da terra e representa estabilidade e fidelidade. Simboliza as quatro estações do ano, os elementos e as pontas dos compassos. Também são pessoas honestas e capazes.


Sabendo hoje, que nós somos o que acreditamos ser, esse número em particular, nada me diz. Mas, se você realmente leva em consideração a numerologia confira-os. Mas, lembre-se que a soma zero é a melhor indicação para iniciar uma nova ação.


Em tempo: não quero despertar interesses, muito menos minimizar os dias alegres que estão para vir. Bem vindo ao 2008!

Brilhe


Que brilhe vossa luz! para esta festa não é necessário exibir convite e pode levar quem quiser consigo. Ninguém vai lhe barrar na entrada a não ser você mesmo. É permitido qualquer traje, de qualquer cor. Não é necessário combinar cores e marcas de sapatos e acessórios. O enfeite é você quem dá.


Ninguém vai reparar se está repetindo aquele vestido básico de sair à noite. Também ninguém vai lhe cobrar maior atenção e sorrisos. Para brilhar é preciso lembrar que a iluminação está dentro de si. Que os olhos podem até refletir as sombras do medo de um passado ainda presente.


Pode sentar em qualquer lugar, todos os espaços estão reservados para a elevação. O alimento será servido por igual aos presentes, e cabe a você a medida. Mate a sede, sorva líquido do conhecimento que vai nos libertar.


O convite que você não exibiu na entrada ofereça para a primeira pessoa que cruzar o seu caminho. Propague a idéia. Não mate a luz. Distribua lâmpadas e interruptores e ensine a usar. Assim, a sua luz vai brilhar!

Sob o pôr do sol



Estava olhando e aceitando o convite da uol para escolher a melhor foto e nem titubiei ao lembrar a mulher que sempre admirei, Benazir Bhutto, morta hoje, enquanto defendia suas idéias.

A imagem mostra a arma humana e a humana arma, apesar de um lindo pôr de sol formado pelo Criador. Fico pensando o que seria de nós se a lei universal seguisse a nossa ignorância diante da criação.

Brigamos pelo que acreditamos, e as razões são sempre tão inócuas diante de tanta beleza. Costumamos achar belo o extraordinário cenário que compõe o universo, tão decantado e tão desconhecido nosso.

O homem bélico querendo matar o que não acredita e morrendo para dar crédito. Quanta incoerência. O sol levanta e se põe e nós continuamos aqui agachados, tímidos, presos à ignorância e deixando a pretensão ganhar espaço!

Previsões


O que você tem feito para encurtar o tempo, a distância, o humor das pessoas que julga amar? Quando estamos estremecidos pedimos um tempo...


Quando ficar por perto é um incômodo, saímos de casa, evitamos andar nos mesmos lugares, conversar com os amigos comuns. É uma gastura conviver com pessoas que já não nos dizem nada. Também caso falem, não lhe daremos ouvidos. Estou usando a primeira pessoa do plural porque todo mundo que conheço age assim.


Euzinha costumo agir assim. Esse leriado todo é porque estou me despedindo do 2007, que mais uma vez, foi um ano enriquecedor. Que corri, falei baixinho _ coisa rara no meu cotidiano - gritei, veja só, ainda achei pouco. Também só pensei e não disse e, muitas vezes, falei sem pensar, forma de dizer o que vem a mente sem passar pelo ISO do juízo.


Em 2008 eu também espero repetir algumas atividades do pensar. Por exemplo: se já estava me despedindo da ocupação prévia - a tal preocupação - a partir de agora, não vou dar um tempo, vou mesmo dar um fora na preocupação. Nada de ficar remoendo lembranças antigas também querendo repará-las. É, a gente faz isso.


E quer saber? o meu melhor presente é o presente.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...