Oh, yes


Eu sou ignorante, sim. Quando adolescente curti aquela fase de o que é de fora é supimpa(é o novo!) Por isso, as músicas(?) estrangeiras - e aí vão não apenas as norte-americanas, mas as italianas e francesas - faziam zoada em casa. Bastava mamãe sair para que o volume fosse às alturas.


Eu não conto as fantasias maravilhosas que eu criei e curti. Ser adolescente nos anos 70 era assim. Como sempre fui gaiata e não entendia bem o que diziam os cantores(?) porque berravam e eu seguia maravilhada, parodiava muitas. No recreio da escola era a intérprete preferida. Adorava a palhaçada.


Na hora de ouvir os LPs ou compactos nas lojas de discos era um tal de larilara que não acabava. O vendedor doido por uma paquera atendia prontamente. Por isso é que até hoje não canto e nem sempre entendo o que dizem aquelas letras, verdadeiros transportes para a minha imaginação.


Ontem, mais uma vez, experimentei a sensação da adolescência fenecida ao ler o retorno ao mundo espiritual de Al Martino. Buono volo.


Amando e ensinando


Professor trabalha com amor.

Será por isso que não é ouvido quando pede mais atenção

e recursos financeiros?

Olha o passarinho!



Os pássaros são os seres que mais me comovem. Pequenos e capazes de emitirem sons maravilhosos. É uma sinfonia ensaiada por Deus que me permite lembrar que o Céu não é um lugar físico.


Quando menina nunca atirei contra um passarinho, um dos "esportes" da criançada da época - hoje os virtuais continuam estimulando o apetite pela destruição - preferia ficar acompanhando com os ouvidos o seu seguir pelas flores.


Estava certo dia, reclamando (eu continuo reclamona) do lixo da reforma da casa que havia tomado conta de boa parte do meu jardim. Quando preparava o suspiro - é assim que a gente se comporta quando não tem alguém por perto para ouvir os reclames - um passarinho se fez escutar.


O olhar flagrou-o na altura da grade de ferro. E percebi, mais uma vez, como perco tempo com bobagens, sujeiras que promovo! O pequeno ser de canto maravilhoso, completamente indiferente prosseguia como o criador lhe fez: suavizando os ouvidos, apesar da natureza agredida.


Mundo Masculino

Aposto que você leitor acredita que vou falar sobre homens e o que eles pensam. Não mesmo! O mundo masculino é a palavra que se relaciona com Terra bem feminina e fértil apesar dos ataques do homem (nós).

A fecunda Terra arde com a falta de árvores e chora em descompasso com os cataclismas. Já estamos passando do tempo de largar o bolso e correr para a bolsa da compreensão. Sem esta Casa, para onde iremos?

Espia Sobral


Nada mais fácil do que xingar, tratar mal e curtir com algo ou alguém que não conhecemos. A Veja que o diga.

Alienada e tranquila




Na semana da Juventude (22 a 30 de setembro) cismo o pensar sobre os jovens que conheci quando fazia número nas estatísticas desse público. Alegria era o sinômino nosso; liberdade de pensar sem dizer o que ia na cabeça. Educação, comidinha feita pelas mãos das mães nossas...



Num estalo lembro as décadas de 60 e 70 com dores na surdina... Mesmo assim, a juventude dessas décadas poderia ser mais feliz do que a de hoje? Eu, alienada diante do regime de farda, estava bem protegida pela família e pela ignorância dos apelos da época.

De carro

O apelo para o Dia Mundial sem Carro não me sensibilizou. Confesso que até pensei, mas como sair a pé - não sei andar de bicicleta- do bairro de Fátima até a Desembargador Moreira? E em plena 5h30min?

Poderia até arriscar, mas como identificar o assaltante de bicicletas com tantas outras? (bem que vi pouquissimas no meu horário de batente). Sei lá, sei não...

Rezo para que a poluição diminua, principalmente a poluição mental que sai aos tufos dos ouvidos das cabeças nossas. Ainda no carro, olhei de soslaio para o grande ônibus que tantas vezes foi meu transporte. Suspirei aliviada por estar bem sentada com ar condicionado e tudo.

Sei lá... sei não ...

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...