Do leite
Adoro leite em pó. De lata considerava que seria o único produto que pouca polêmica marcou nesses tempos de criação. Falando nisso, fui pesquisar sobre a desidratação do leite da vaca. O leite em pó foi inventado no final do século dezenove em plena revolução industrial.
No entanto, só chegou por aqui no ano de 1956, quando foi inaugurada a fábrica de leite Mococa. E quem inaugurou a fábrica de leite foi o presidente da República da época, Café Filho. Tudo a ver, não?
Segundo historiadores, o único inconveniente do leite em pó é que provocou, devido à sua praticidade, uma redução no aleitamento materno. A transformação do leite em pó consome milhões de litros do líquido o que provoca além de preços altos, impactos negativos na criação das vacas leiteiras.
Enquanto isso, nós mulheres podemos produzir leite saudável, distribuídos em embalagens absolutamente naturais, diferentes das mamadeiras e bicos plásticos, que nem sempre são reciclados.
A gente estraga o Planeta por uma absoluta vontade equivocada de não seguir as leis naturais.
Victor e a net
Um jeito muito bom de passar o tempo. Esta é a definição da Internet feita pelo meu neto Victor, nove anos. Quando perguntei o que mais seria ele respondeu "um jeito de comunicar com muitas pessoas de longa distância".
Insisti, só isso? fez uma caretinha levantando os olhos para aquele lugar do cérebro que ele tem guardado o banco de dados, sorriu e disse: "Eu só faço isso na Internet!"
Assunto encerrado. Ficou me olhando enquanto escrevia este post, demonstrando interesse e perguntando com o jeito que só ele tem por que eu estou fazendo este relato.
TVendo
Enquanto a TV do Sudeste do país briga pela concorrência e sofre revezes, a TV cearense desponta como a luz do sol na Cidade.
Quem disse que nós não sabemos fazer TV?
Vamos mirar os nossos profissionais. Para entender basta acompanhar os trabalhos de Ian Gomes, Kezia Diniz, Karla Soraya e Maysa Vasconcelos. Isso sem colocar os homens que brilham, Nonato Albuquerque por exemplo, que apresenta as dores nossas sem o cotidiano perverso.
Aqui no Ceará, TV não é só imagem. Parabéns!
Boom
A vida é uma grande explosão. O boom acontece o tempo todo, todos os dias, não importa se a nossa compreensão alcança.
Sou conhecida pelos arroubos. Não acredito em meio termo. A vida é de uma intensidade imensa, incompreensível ... Sem perceber-me ainda permito . Eu sou assim arroubada.
A vida explode dentro do meu corpo, numa onda de vontades que não consigo deixar sair. Por isso a intensidade é mal interpretada, mal utilizada.
Descontrolo o jeito de falar, a maneira de ser. Sou intensa, ah, se sou! Quando alegre um estrondo, quando raivosa convincente e quando triste, uma implosão.
Sei da indisciplina e seguro a letra para não escrever tudo o que sinto. Se a civilidade me cobra moderação, se a gargalhada fere etiquetas, prefiro ser selvagem.
Twitando
As redes sociais, sem dúvida, são essenciais. Aliás, foi tema de um congresso brasileiro reunindo assessores de órgãos públicos realizado em São Paulo em agosto. No Congresso houve destaque também para os programas que não são jornalísticos (Pânico, um deles) mas que estão na pauta dos assessores e assessorados.
O Twitter tomei conhecimento durante um curso promovido pelo Comunique-se, que nos falou da força que representa. Ok, fui voando conhecer, mas para ficar mais ou menos íntima levou algum tempo.
Agora, tenho que declarar: o que tem de gente que já deixei de seguir porque ocupa a minha tela (do micro) com comentários que só interessa a quem escreve...
Ufa, o que seria de nós sem o delete?
Oh, yes
Eu sou ignorante, sim. Quando adolescente curti aquela fase de o que é de fora é supimpa(é o novo!) Por isso, as músicas(?) estrangeiras - e aí vão não apenas as norte-americanas, mas as italianas e francesas - faziam zoada em casa. Bastava mamãe sair para que o volume fosse às alturas.
Eu não conto as fantasias maravilhosas que eu criei e curti. Ser adolescente nos anos 70 era assim. Como sempre fui gaiata e não entendia bem o que diziam os cantores(?) porque berravam e eu seguia maravilhada, parodiava muitas. No recreio da escola era a intérprete preferida. Adorava a palhaçada.
Na hora de ouvir os LPs ou compactos nas lojas de discos era um tal de larilara que não acabava. O vendedor doido por uma paquera atendia prontamente. Por isso é que até hoje não canto e nem sempre entendo o que dizem aquelas letras, verdadeiros transportes para a minha imaginação.
Ontem, mais uma vez, experimentei a sensação da adolescência fenecida ao ler o retorno ao mundo espiritual de Al Martino. Buono volo.
Amando e ensinando
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