Flagrantes

Manter os flagrantes da vida real inclue a determinação de não rasgar ou deletar fotos. Se não suporta aquela pessoa que jurou estar perto de você (para sempre?) deposita a imagem da personagem numa caixa, bem guardada numa gaveta. As gavetas têm esta função útil e colaboradora.

Vez em quando, num ataque de limpeza, remexer armários com a (des)arrumação rotineira, flagrar um instante ou um clique da vida, é uma releitura fascinante. Aquele sorriso esquecido, o olhar distante, os amigos da escola, a formatura, o casamento, os vizinhos, os filhos pequenos...

Costumo divertir-me quando olho para a foto dos 15 anos com aquele cabelo enorme - ia até abaixo da cintura- arrumados num coque(não sei o que passava na cabeça da cabeleireira) fazendo aquele monte tipo Amy Winehouse.

Dia desses, sabe quem vi? Nonato Albuquerque, bem magrinho, mais cabeludo e com o seu bigode de sempre. Pena que não escaniei a foto para dividir com o pensador do momento.

Sexo mal educado

Vi no Fantástico matéria sobre determinação do governo britânico a respeito da disciplina educação sexual para crianças com sete anos de idade. A pecha de polêmico se aplica sobre o tema, porque tudo que envolve sexo e moral é visto assim.

Cismo o pensar sobre a falta de discussão a respeito da programação da TV em horário considerado infantil. Tenho três filhos nunca me fizeram tal questionamento. As crianças desde cedo são estimuladas por "informações" equivocadas.


O que eu percebo (com a minha curta visão) é de que há uma grande confusão sobre educação. Quando menina, a menstruação surpreendeu minha mãe que recomendou segredo. Lembro que na adolescência ao pedir ao meu pai que comprasse um pacote de absorventes, por pouco, muito pouco não levei uma "boa" sova. Naquele tempo(?) sexo era sujo, tema embargado.

Reinado infantil

O sonho da mãe é colocar os filhos num pedestal. Na realidade, os pedestais existem a escolher ou deixar à própria sorte. Fico meio amarga quando vejo matérias indicando criança como rainha de bateria de escola de samba. O que a faz eleita? A discussão vai além do que pode significar tal posto, mas aonde estamos colocando o nosso público infantil?

"Oh, que coisa mais linda e cheia de graça?" Quem de nós pensa assim olhando através do vidro do carro aquela ou aquele malabarista no meio da pista, cruzando o nosso caminho e a gente de olho no atalho? As nossas crianças são engraçadinhas, fofuchas, boas de apertar quando saudáveis, alimentadas e agressivas no verbo (coisa de criança).
Sei não, mas ando assombrada. Acordei no meio da noite ouvindo o barulho da chuva. Foi um dia quente, eis a razão pela qual água do céu despenca sobre o teto. Um pensar me assusta e vejo(em cores) a água que toma conta de São Paulo, cidade poderosa, onde grande parte da população engorda os cofres de bancos, salários altos e posses sem cálculos.

A água me faz medo, nem sei por que o signo é de peixes. Nem sei nadar... quase perco o sono, quase pulo da cama para ver se não existia água escoando por algum local da casa. Experiência nada feliz vem a mente.

Acho que sou a única cearense que não fica feliz com chuva.E o que pensar dos moradores próximos ao arrepio das prioridades, com suas casas e o olhos alagados, que servem como pautas repetitivas?

Aprendizado

Estou aprendendo(não sei ainda se vou passar de ano) que os interesses individuais estão acima do coletivo e que esse coletivo está cada vez menor, enquanto que o umbigo rende visitas à inconsciência. Antes costumava reclamar mais a respeito do assunto, agora, com um esforço supremo arrasto a indisposição de muitos, numa luta infinda de continuar seguindo adiante.


Também costumava lamentar a sorte de alguns, quando sequer perguntava-me se assim eles se sentiam. Ou seja, é aquela velha mania de querer viver a vida do outro.

Viagem

Estou viajando na história. A pesquisa deve ser a nossa base para informar bem. Neste momento, estou no ano de 1950, sem antes passar pelos idos 1920, conhecendo a história do rádio. É pena que nem todos foram ou são citados em obras.


Estou revirando o tempo em que fazer rádio dava destaque, mas também exigia muito dos que se aventuraram nessa mídia. É fascinante ter tão próximos a origem do rádio e os nossos precursores. O radialista é, antes de tudo um grande driblador.
A imagem ao lado é do arquivo Nirez.

Jornalista de férias



Jornalista tira férias? Pergunta que merece uma pauta. Logo na decisão e no acordo com a direção da empresa, tem início uma listinha de matérias.

Se vai viajar, consulta estradas (pauta obrigatória para os meios de comunicação, que incluem também movimento nos aeroportos, rodoviárias e terminais outros).

Para escolha da roupa que vai levar ver o tempo que não está para mar a semana toda (aí abre-se um leque de opções para matérias: serviços de meteorologia, Defesa Civil, Dnit, e outros órgãos envolvidos com as calamidades ou tempo bom, que também é uma pauta extensa.

Trânsito congestionado, tempo para pegar o celular e passar um flash, indicar reportagens...

Na praia, que areia suja, atendimento ruim e preços altos! Precisa dizer mais alguma coisa? Quem disse que jornalista tira férias?

A propósito, como estão as discussões sobre antecipação de salários, redução de jornada de trabalho...

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...