Ira

Desde pequena aprendi que deveria conter as sensações. Fingir que não existe a raiva, por exemplo, como conseguiria?

Estava cismando sobre o sentir, encabulando os efeitos para não atingir o outro. Ora, se a raiva incomoda é porque todos nós a temos, bem no íntimo.

Acredito que a explosão é o vômito  natural que deve seguir o seu curso. As consequências desse efeito vulcânico não dormem. Espalham destruição, acinzentam os relacionamentos.

Gostaria de ter no íntimo uma orquestra, cujas sinfonias espargissem do meu ser. E alegro-me com a imagem não menos colorida do que o vento leva. Terrenos temperados pelo magma sedimentam e fortificam as flores que virão. E dentro do possível posso visualizar a calmaria do regente da música que enxuga a tempestade.

Pelas matizes

A diferença entre a vida e a morte física. Uma você pega, agarra, sustenta. Da outra, você foge. Estava cismando o pensar sobre a passagem, que acredito ter volta,  questionando na minha ignorância sensata: o que farei a seguir?

Não sei se ficarei assustada. A vida já é cheia de espasmos emocionais. Ao retorno ao mundo espiritual, quando garota achava que seria mergulhar no breu. A falta de luz tomaria conta do meu ser. Mais crescida comecei a temer pela falta que faria aos filhos pequenos. Mais madura(acho que estou) tenho a sensação de que estaria em meio a um mundo sem compreensão.

Acredito que o maior sentimento é a saudade, que se confunde com o vazio, com o opaco, com o vexame. Uma certeza resta-me e certifico-me de que não sei lidar com essa realidade tão presente, tão próxima, tão inevitável.

A vida tem matizes que se modificam à proporção que a luz da fé nos ilumina!

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...