Na adolescência, uma explosão confusa da garotinha assustada.
Na fase adulta, me perdi. Eram tantas referências...
Hoje, na maturidade encontro a menina que saltita desafiando as teias inúmeras que a vida oferece;
Sou a mocinha deslumbrada com a primeira paixão;
Sou a mãe aflita, insone, repartida;
Sou a madura, regando o verde que o tempo não amarela.
Estava aqui contando nos dedos os momentos em que deixei a tristeza comandar a direção da vida. Foram poucos porque sempre achei atalhos verdejantes. Até mesmo quando tudo parecia desabar, fiquei que nem planta vigorosa em jarro quebrado. Raízes à mostra com pouco substrato, mas resistindo apesar das vicissitudes.
Foi a última a deitar-se arrumando malas do marido e filhos
e a
Passou um mês inteiro sem cuidar da aparência. Até o batom dispensara. O marido passava ao largo, sentindo-se desprestigiado pela mocinha linda com quem casou. Mas no dia do seu aniversário, eis que surge linda, na festa surpresa, que mereceu sacrifício visual para festejá-lo. Quem entende as mulheres?