Cearensidade


Tem muita gente que reclama do consumismo nesse período. Desde a roupa aos produtos que vão à mesa na ceia natalina estão fora dos padrões do cearense. Quer dizer: não levamos para mesa, com exceção da farinha, os pratos típicos nossos. Mas, não podemos esquecer de alguns têrmos que temperam o leriado à mesa. Nesse momento, ninguém é mais cearense.


Acabei de receber uma lista de expressões do povo da terra. Gostei tanto que vou dividir aqui com você.


Cearense não briga ... ele risca a faca

Cearense não vai a festa ... ele cai na gandaia

Cearense não vai com sede ao pote ... ele vai dicumforça!


Cearense não vai embora... ele vai pegá o beco

Cearense não conserta ... ele dá uma guaribada

Cearense não bate ... ele senta o sarrafo


Cearense não sai para confusão... ele sai pro balai de gato

Cearense não bebe um drinque ... ele toma uma

Cearense não joga fora ... ele rebola no mato


Cearense não é sortudo... ele é cagado

Cearense não discute ... ele bota boneco

Cearense não corre ... ele faz carreira


Cearense não ri .. ele se abre

Cearense não brinca ..ele fresca

Cearense não compra garrafinha de cachaça... ele compra um celular


Cearense não toma água com açúcar .. ele toma garapa

Cearense não calça as sandálias ... ele calça as opercata

Cearense não morre... ele bate a biela


Cearense não exagera ... ele alopra

Cearense não percebe .. ele dá fé

Cearense não vigia as coisas... ele pastora


Cearense não vê destruição .. ele vê só o distroço

Cearense não sai apressado ... ele sai desembestado

Cearense não observa... ele passa os pano


Cearense não agarra a mulher ... ele arroxa

Cearense não dá volta ... ele arrudeia

Cearense não serve almoço ... ele bota o dicumê na mesa


Cearense não espera um minuto ... ele espera um pedaço.

Ser cearense é ser único. Peense num orgulho véi besta!!!


É claro que tem muito mais. Confira!

Abraço


Estava outra vez numa festa de confraternização, degustando salgadinhos finos - por isso mesmo exagerei - e para dizer que não falava apenas de trabalho, perguntei a um amigo de trabalho e de convivências casuais, por uma pessoa merecedora de muita afeição. O amigo me olhou: Não vou lhe contar porque hoje não é momento para dar notícias trites.

Não precisou completar a informação. Arrisquei: ele morreu?


Agora, pela manhã descrevi para uma amiga a última vez que o vi. Estava no casamento do amigo comum, correndo atrás do meu filho pequeno, que insistia jogar fora o que tinha na pequena bolsa, quando o vi pela última vez. Não reconheci de imediato e não sei até agora porque não falei. Quedei ali, diante dele. É estranho - não sei se bem esta é a palavra - reencontrar uma pessoa que preencheu o meu tempo por um determinado período; que me despertou sentimentos não amadurecidos ainda, desconhecidos até....


O primeiro namorado nunca deixa de ser, assim como o segundo e os que vêm a seguir. Mas, é o primeiro no encanto da juventude, da intrepidez, das emoções sem muito controle e da paixão que sacode com tanta violência, que quase sufoca sentimentos mais duradouros.


Agora, você de retorno ao mundo espiritual, o meu carinho em forma de luz - ainda tênue por conta da minha ignorância na força universal - receba o abraço que não dei.

Porque você percebe a vida


Você amadurece quando passa a ignorar situações que já foram motivos de aborrecimentos e que hoje, no máximo, merecem comentários efêmeros.


Você cresce quando percebe que os grandes objetivos são apenas degraus de um longo caminho.


Você aparece quando o sorriso é o seu cartão de visita. Quando baixa a bola diante do orgulho, impecilho das grandes ações.


Você desaparece quando se fecha e culpa as pessoas por seu insucesso;

quando deixa para trás o que deveria estar ao seu lado como os amigos, tentáculos da razão, da tranqüilidade.


Eu fico assim nesse período. Gestação de apenas um mês, sentindo um enorme prazer em abraçar e ganhar um afago. É o apelo da humanidade, que ganha o nome de Natal.

Vamos encher a cesta de Natal


Fala-se em renovação; em fraternidade, solidariedade, amizade, aproximação. São convites para aproveitar para também nos livrar dos melindres, das mágoas - mesmo que demorem a passar - das indecisões, da má vontade....
O que você colocaria na cesta de Natal ao lado? Vamos enchê-la!

Dá pra correr?


Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Chavão oportuno para comentar sobre os humores da economia do País, depois que o Senado atendeu ao apelo de muitos brasileiros e rejeitou a prorrogação da CPMF. Pois é, e agora?


Lembro que muitas vezes reclamei da tal cobrança, que não importando o quanto eu tivesse que gastar, ou pagar, ou ainda, investir, lá estava o desconto compulsório, com uma pontualidade matemática lógica, precisa, mas longe de atender para que veio.


A contribuição, que era para ser provisória, ficou por um bom tempo, acalentada por várias razões e um dia - porque tudo tem um dia, um prazo de validade - ao invés de terminar, é rejeitada. O diabo é a palavra rejeição, que veio completar uma campanha de socorro para saúde no País, mas que foi rejeitada com uma doença ruim, de longa duração.


Quase lamentei o fim da CPMF, mas não era provisória? Este não foi o argumento para sua criação? Agora, quando for retirar dinheiro no caixa eletrônico não lerei mais o aviso de um desconto futuro - aliás, que satisfação sem conforto - no papel amarelo.


O pior, é que logo vem os analistas financeiros falando que o mal é necessário e que outros inventores econômicos já estão se preparando para dobrar o que já somos constrangidos a pagar. É como fazer favor para preguiçoso: vira obrigação.


Eu queria tanto, em muitos momentos meus, não entender o que falam, o que dizem. O diabo - e a neurolinguistica explica - sempre escuto o que não diz o repórter; sempre leio o que não escreve o redator e sempre vejo o que não mostra o âncora do telejornal. É isso: entrelinhas, linguagem sublimar.

O valor da mensagem


Gosto do mês de dezembro mesmo com tudo o que representa na questão consumista. Mas, o que mais quero curtir é o momento, que dura 31 dias, de querer chegar mais próximo, até mesmo daquelas pessoas que a nossa intolerância desafia a distância física.


Neste período costumamos enviar mensagens, que se não representam o nosso mais íntimo desejo, pelo menos é uma tentativa de dizer que a mágoa já não mais existe. Que a inveja está mudando; que a raiva já passou e que é possível sorrir diante do azedume, sem desmascarar a dor que lateja e faz chorar.


Recebo muitas mensagens que me convidam a pensar, a refletir, a desejar o bem, o melhor para o "autor" dos pensamentos. Gostamos de copiar palavras que expressam sentimentos, que não se expressam expontaneamente.


Lembro que na adolescência era assediada por amigos - porque tinha facilidade de escrever - para colocar no papel o que eles sentiam, mas que não conseguiam expressar nas letras.


Percebi desde cedo que costumo ser mais suave ao escrever do que ao falar, a começar pelo timbre de voz. Aqui sempre busco defesa: não sou grossa. Sou enfática ao falar. Incisiva ao defender o que acredito e por isso mesmo alvo de tanta atenção. Mas isso não quer dizer que não saiba diminuir o volume da voz e adotar uma postura mais dócil, quando diante da emoção estimulada pela simplicidade da fala dos que me amam.

Porque o antigo vive


Sinto uma enorme atração por prédios antigos, chamados de velhos porque estão no abandono. Não é nostalgia o pensar, mas uma necessidade básica de mostrar - a nós que dependemos da matéria - de ver sempre para alimentar a memória.


Fui assaltada pela necessidade da preservação ao ler matéria do Jornal O Povo de hoje, em defesa de mais um prédio construído na década de 50, no Centro da minha Fortaleza, Cidade que me acolheu ao nascer, e que adotei como o meu reduto familiar. A reportagem trata do Lorde Hotel, que já foi um dos maiores e favoritos do Estado.


As construções amplas, de paredes resistentes ao tempo, levam-me a um passado que não guardei com clareza. Para momentos vividos entre fortunas e abusos de poder. Certamente, sabe bem Deus, que se a memória guardasse agora, com tanta força, estaria eu detonando o tempo atual.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...