Na dúvida...

Em alguns momentos, tropecei na indecisão de continuar escrevendo neste espaço. Já havia lido sobre sentimentos semelhantes de outros blogueiros. Um deles, dizia que escrevia para não perder o hábito e a intimidade com as letras, mas que no fundo, esperava que alguém se identificasse.
Não sei exatamente agora, se quero tanto ser autora de um blog mais lido, mas como eu, que outros olhos, ignorantes do meu sentir, sinta-se melhor pelo menos, por um momento e queira retornar. Na falta disso, que tenha sido de bom grado.
É por esta razão, que evito escurecer as idéias dos amigos virtuais com letras amorfas acompanhantes noturnas de fatos doloridos. Mas, como? uma jornalista agindo assim? E por que não? Neste espaço, deito e rolo o pensar em busca do que temos de melhor.
Dormir para acordar
O pensar palpita ansioso sempre que alguém próximo tem problemas coronários. A gente sempre acha que tudo vai continuar funcionando normal, até que um dia...
Penso que a dor física seria fácil de esquecer. E se não for?
Para quem dói mais? Para quem parte ou para quem fica?
Mirando os trilhos dos caminhos, perco - me na paisagem de tantas idas e vindas que pratiquei.
Parece que a ausência física facilita. Seria?
Assim na Terra...
Hoje, dia da Terra, mantenho os olhos no chão. Com os pés presos, sem me perder no espaço, graças à lei da gravidade.
Tento escapar da pretensão de saber mais do que a minha compreensão permite e olho na superfície nós terráqueos inquietos, vivendo no assombro do anúncio de juizo final.
Uma casa tão bela, mas não um verdadeiro lar, por responsabilidade única dos seus moradores.
Somos provocadores do equívoco: quando amamos o mar, poluímos suas águas com majestosas residências com esgotos abundantes; quando primamos pelo verde, queimamos árvores e construímos ninhos para abrigar a nossa vaidade; quando amamos o azul do céu, amontoamos lixo metálico em nome de um progresso da civilização. E quando queremos respeitar o espaço do próximo, instalamos limites nas fronteiras.
Cirurgia da dor
Há outros que higienizam as chagas, borrifam palavras remediando as possíveis seqüelas. Outros ainda dão cor de essências para acordar o sofrimento.
Noutros existem a luz que cura. Somos todos assim, em alguns ou muitos momentos.
Há ainda os que não se atém aos medicamentos. Não higienizam, permitindo que o vírus do sofrimento prolifere, só por acreditar que o ritmo da vida deve ser regido pela ordem do choro e ranger de dentes. Estampam a face pálida do susto; a contração dos músculos em defesa de machucados e proclamam que isso é viver.
Naturalmente caro
Os alimentos estão cada vez mais caros. Depois do show do real, que com apenas uma nota ou uma moeda de R$ 1, levava para casa o frango, prato principal de uma refeição para cinco pessoas, com esse valor nem um pacote de pão é possível comprar para atender ao mesmo número de integrantes de uma família.
E vem mais aumento aí, a partir de maio. Logo se busca as causas: aquecimento global, que provoca cheias, que por sua vez, comprometem a safra. O homem culpando a natureza - que não se defende apenas se vinga - numa alusão ao gênio Albert Einstein.
É a lei do mercado que como a natureza: "quando agredido, não se defende. Ele apenas se vinga", como bem disse o economista britânico, William Arthur Lewis , prêmio Nobel de Economia.
E eu aqui, sem nenhuma pretensão a ser notória, apenas ter o direito de continuar dedilhando as idéias, digo que a natureza não se vinga. Ela se adequa às nossas agressões por seu infinito poder de se multiplicar.
Pela beleza
Falo em exclusividade fugindo da perspicácia do pensar. Atento-me à vontade de alçar vôos, porque é assim o transporte para chegar ao objetivo final: alegrar-se com a alegria do outro.
Faz-se muito barulho para ações de tal rumo. Enquanto a beleza está querendo desnudar a todos do orgulho de ser hipócrita.
IA conversa comigo
Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você. E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade. ...
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"Quero morrer trabalhando. Não aposentarei atividades. O rádio é a minha vida". Frases repetidas, inúmeras vezes pelo amigo Narcé...

