Cultura da paz


Hoje vivi a experiência da entrevista ao vivo num programa de rádio. Deixei a produção e fui ser a produzida. Foi a oportunidade de mais uma vez defender o que acredito: um rádio sério, comprometido com o crescimento do ouvinte, da comunidade.


Participei do programa apresentado por Marta Aurélia, na rádio FM Universitária, mídia da Universidade Federal do Ceará. Por uma cultura de paz é o sugestivo nome do programa, uma proposta que é exemplo de que rádio é um prestador de bons serviços.

Críticas(?)


Algumas pessoas me perguntam porque neste espaço as críticas que lanço são adocicadas. Senti um certo amargo temperando a indação. Ou seria questionamento? Para alguns não há diferenças. Mas, para mim, indagar é querer saber e questionar é querer saber o porquê.


Considero-me ácida. O tom de voz ajuda a ser acidulante. No entanto, não vejo um efeito benéfico empunhar, apontar e atirar a metralhadora giratória dos dedos, teclando falas e mais falas. É óbvio que critico em busca de uma solução.


Não sei se me fiz entender. Nem sempre o pensar é compreensível. Mas, sei bem o que eu sinto.

Insonia



Uma noite insone nenhum cartão de crédito paga. Não tem preço. Um pequeno ser verde, preso ora na parede, noutras escondendo por trás da cortina, quase imperceptível não fosse o som que emitia. Um apito indefinido, sem precisão, mas capaz de me manter em vigília.


À noite, os olhos não chegam a lugar nenhum. É um reduto de sensações mistas disputando a luz, que a penumbra cisma em vencer. Não vejo fantamas, mas os sinto. Rolar na cama com o pensamento fixo no prejuízo de algo. Fica tão mais forte e frequente o pensar.

O latejo da idéia fixa me faz buscar ajuda. Cismo o pensar para o socorro solicitado aos mentores, que não devem ser chamados por confusões minhas por aqui na Terra. O texto encerra a minha conclusão: quanto mais se pede, mais dilapidado o compromisso.

O banho quente depois da mensagem confortadora - para não dizer puxão de orelha- completa o dowload. Vou para cozinha fazer café.


Boa notícia







A boa notícia é que vou continuar tentando fazer o que acredito; sem vacilos, recuando para tomar fôlego e, quem sabe, mais sabedoria.



Quero agradecer de público (chavão) a oportunidade que a Agência da Boa Notícia me permitiu ser uma das ganhadoras do prêmio Gandhi.



Tramas






O "Felizes para sempre" encerra folhetins televisivos. Por que será que esta fórmula continua sendo o repeteco das TVs? Porque não fazer diferente um casal representando a resistência diante das vicissitudes do dia a dia? Enquanto isso, os escritores tentam esquentar a trama com relações a três, numa apologia descarada à traição como um forte argumento para manter a audiência.



Pois é, estou de novo, reclamando da insistência do mau gosto implantado na mídia brasileira. Por que o ruim tem que ser alimentado em busca de torcedores? Acredito que seja possível um feliz para sempre do primeiro ao último capítulo, mostrando a fortaleza da união, que resiste à mudança de humores, apresentando uma crescente humanização nossa.



TV traquina










Confesso que não assisto ao programa do SBT que conta com a participação da garotinha Maísa. Poderia até ficar quieta, sem nada dizer. Mas, como se trata de uma criança, ocupo este espaço cedido, e deixo vir a tona o pensar.

Colegas de trabalho comentaram o ocorrido e muitos deles opinaram que a garota foi realmente humilhada. Por desconhecer o conteudo do programa, questionei sobre a participação de Maísa no ar. Por sua inteligência e rapidez de raciocínio - nem sei se ela ensaia - conquistou o público do programa.

Neste momento, o que considero é o argumento de sempre da mídia, que não se preocupa em respeitar o ouvinte, telespectador e leitor, sob a pretensa idéia de que o povo gosta de lixo.

Esta colocação é que considero verdadeira humilhação. Ninguém gosta de lixo.

Infelizmente, a criança utiliza expressões de adultos para comunicar o seu mundo assediado por interesses, que fogem totalmente da sua compreensão.


Dilma


Dilma Roussef é a brasileira que está na mídia e sofre assédio e reprovações por conta da sua participação ativa na política. Cismo o pensar para o quanto a mulher gera falatórios. A partir de nós mesmas, que alimentamos o mexerico e o julgamento apressado.


Quando Dilma Roussef passou a ser um dos braços fortes do presidente Lula, lembro que recebi um e-mail, contando em detalhes ações da ministra em outros tipos de atividades. Li, pesquisei e esqueci.


Penso que houve um desinteresse com relação à personagem de outrora. Firmo o pensar na mulher de hoje, que corre para o hospital numa luta iniciante contra um dos males que vitimaram inúmeras de nós, neste País.


Além dos adversários "conquistados" com o tempo, Dilma agora trava uma luta quase surda - não a ouvi murmurar - pela saúde afetada. Confesso que fico incomodada com o anúncio de outros pontos numa possível substituição da possível candidata para suceder o presidente.


Penso na mulher disposta, que se expõe aos medicamentos, e acredito que se pudesse, longe dos falatórios, numa tentativa de harmonia com a natureza e a reorganização celular.


IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...