Mimetismo


Na sociedade mimética, do faz de conta, ser sincera me fez escapar de muitos constrangimentos. Principalmente na área profissional. Fazer matérias com microfones na mão, na hora de encarar o entrevistado é, no mínimo um sofrimento que faz gelar veias. E quando não se sabe absolutamene nada sobre o assunto? Aí a coisa pega.


Uma certa vez, fui lá com papel em punho, lendo sobre a coletiva que partiparia. Não sabia patavina. Mas, fui! A primeira coletiva ninguém esquece. Fiquei ouvindo os colegas com suas longas perguntas. Um deles, já antigo na área, fez um "arrodeio" enfeitou e alguns minutos depois, finalmente fez a pergunta.


Olhando para o entrevistado, percebi certo enfado. Ou era eu, doida para aprender e ouvindo o errado? Foram tantas interrogações prolixas que, ao final, anotando as respostas, saí da coletiva como entrei: boca cerrada.



H continua mudo

Ontem, foi o dia internacional da alfabetização. E lá vem os números: o Brasil tem 14,1 milhões de brasileiros (10,5% da população maior de 15 anos) que não sabem ler nem escrever.

Eu nem sei o que mais me choca, se o resultado absoluto dos que não têm acesso à escola ou se a ignorância persistente dos que vão às salas de aula todos os dias. Desse fato, não tenho o número, mas acredito que seja suficiente para continuar me espantando!

Como trabalho com as letras - e já escancarei aqui que não domino a língua por completo por inúmeras razões - sofro quando alguém retira o H (deve ser porque é mudo) do verbo e utiliza-o, mudando a função para um simples artigo feminino.

O coitado do S nem chia mais porque se tornou aliado do X e do Ch. A tal globalização está me deixando tão confusa... Mas, o que mais me chateia é ouvir no rádio, ao final de uma frase, o locutor, dizer revelou fulano.

Arre!

Em berço esplêndido



A Rádio FM Assembleia conta um pouco da história do Hino Nacional do Brasil, que levou 91 anos para ficar pronto.


O breve documentário irá ao ar no próximo domingo (06/09), às 10h, data de aniversário do decreto (6/09/1922) que tornou oficial a letra de Osório Duque Estrada, assinado pelo presidente Epitácio Pessoa.

Pena que o autor da bela música do Hino, Francisco Manoel já não estava por aqui para fazer finalmente, as adaptações da letra com a composição. Coube então ao maestro cearense Alberto Nepomuceno, a privilegiada função.



Gente


Nonato Albuquerque é aquela pessoa que a gente tem vontade de ler até mesmo quando os textos não vêm da sua inspiração. É o caso de muitos destaques que ele nos oferece no seu blog Gente de Mídia.


Neste post, em especial, o jornalista destaca declaração - no mínimo comentável- da atriz Megan Fox, ao afirmar que o poder da mulher está na vagina. Cismo o pensar e percebo que não estou chocada. E por que diabos estaria eu?! Se para todos os lados que olho vejo mulheres malhadas dizendo-se gostosas...


E gostosas para quê, mesmo?


Fortaleza

Fortaleza é plana, as únicas rampas são os lixos insistentemente jogados às ruas.

Fortaleza é bela, a feiura é o abandono de muitos bairros periféricos, urgententemente aumentados por pessoas de baixa renda, que estão sendo sistematicamente afastadas dos lugares de origens, constrangidos a darem espaço aos de melhores oportunidades.

Fortaleza, é sobretudo, uma Cidade madura, carecendo de mais verdes.

Este post sai em defesa do verde, que está desaparecendo das avenidas da Cidade.

Miss universo




Uma garota de 18 anos será por um ano, a mulher mais bonita do universo. Quanta responsabilidade! Ou seria, quanta aporrinhação?

Se eu fosse eleita a mais bela do Universo, de primeira, esqueceria as cólicas mensais; leria apenas revistas de moda; contrataria uma equipe de marketing cheia de garotas superficiais e lindas, com maquiagem e roupas de grife.

Namoraria homens feios – afinal quem tem que aparecer sou eu- jamais citaria Machado de Assis ou Jorge Amado. Modificaria a letra do sucesso da Norminha.

Eu valho tudo e sou linda e todos gostam de mim. Repetiria pelo menos sete vezes diante do espelho do meu tamanho carregado de luzes.

Pois é ...

Se acaso eu fosse apenas matéria...
Materialmente falando?
Que desperdício!
Como somar os aborrecimentos e dividir alegrias?
E a rede de intrigas da sociedade que se perde em meio a tanto cimento e se encontra no mato?
É confuso meditar com essa mente buliçosa e o pensar no desespero para sair.
E quanta bobagem já falei e tantas já apaguei. Mas esta, vai ficar.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...