Espia Sobral


Nada mais fácil do que xingar, tratar mal e curtir com algo ou alguém que não conhecemos. A Veja que o diga.

Alienada e tranquila




Na semana da Juventude (22 a 30 de setembro) cismo o pensar sobre os jovens que conheci quando fazia número nas estatísticas desse público. Alegria era o sinômino nosso; liberdade de pensar sem dizer o que ia na cabeça. Educação, comidinha feita pelas mãos das mães nossas...



Num estalo lembro as décadas de 60 e 70 com dores na surdina... Mesmo assim, a juventude dessas décadas poderia ser mais feliz do que a de hoje? Eu, alienada diante do regime de farda, estava bem protegida pela família e pela ignorância dos apelos da época.

De carro

O apelo para o Dia Mundial sem Carro não me sensibilizou. Confesso que até pensei, mas como sair a pé - não sei andar de bicicleta- do bairro de Fátima até a Desembargador Moreira? E em plena 5h30min?

Poderia até arriscar, mas como identificar o assaltante de bicicletas com tantas outras? (bem que vi pouquissimas no meu horário de batente). Sei lá, sei não...

Rezo para que a poluição diminua, principalmente a poluição mental que sai aos tufos dos ouvidos das cabeças nossas. Ainda no carro, olhei de soslaio para o grande ônibus que tantas vezes foi meu transporte. Suspirei aliviada por estar bem sentada com ar condicionado e tudo.

Sei lá... sei não ...

Zé versus Abel


Os "galhudos" têm lá seus charmes e dão um Ibope danado. O personagem vivido pelo excelente Armando Bogus, na novela Pedra sobre Pedra de 1992, o Grande Zé, como era apontado pelo retratista Jorge Tadeu(Fábio Júnior), foi a bola da vez no Brasil.


Sempre se ouvia nas ruas alguém ser chamado assim e, logo gerava uma briga incentivada pela gozação. Botar chifre pode até ser engraçado, dar graça, mas para quem leva... Que o diga o Grande Zé que nem o seu ofício de medalhista lhe salvava a pele.


O Abel, (Caminho das Índias) corretinho na faixa de pedestre foi atropelado pela fogosa mulher que também conquistou o público. À base de leitinho temperado "Abelzinho" calmamente era conduzido para o mundo dos sonhos, onde ele poderia sair em busca da mulher ideal. Seria essa a razão para que continuasse tomando o líquido bem preparado pela maquiavélica?


A história vai se repetir até que o homem e a mulher aprendam a viver respeitando o companheiro (a). Se depender de Norminha, que ontem fundou uma ONG Norminhas do Amanhã, ainda teremos muitos personagens para reverenciar.

Beba, beba, beba...

Tudo é Tv


Flagro-me amando a TV! Gente,não é incrível? Mas,quem disse que eu não gosto da telinha? Se violência no noticiário estarrece, e como não gelariam as minhas veias com a presença íntima de uma arma na testa?


Sendo assim, rendo-me ao controle remoto e recostada aos travesseiros, durmo com a TV e acordo com os gritos dos personagens dos filmes.


Continuo pagando canais de TV. Triste esse pacote que me custa mais de R$ 100 por mês. Pois não é que a novela principal da Globo tá melhor? Já, já estarei cancelando o tal pacote que desafia a minha tolerância há tempos... Sabe por que ainda não cancelei o contrato? Porque a imagem está uma beleza... apenas isso.


Bato palmas para a qualidade de imagem da novela que estreou ontem e não nego que assisti num restaurante o último capítulo de Caminhos da Índia. E chorei... lágrimas estimuladas pela dor estampada em Juliana Paes. Como ela sabe sofrer.




Mimetismo


Na sociedade mimética, do faz de conta, ser sincera me fez escapar de muitos constrangimentos. Principalmente na área profissional. Fazer matérias com microfones na mão, na hora de encarar o entrevistado é, no mínimo um sofrimento que faz gelar veias. E quando não se sabe absolutamene nada sobre o assunto? Aí a coisa pega.


Uma certa vez, fui lá com papel em punho, lendo sobre a coletiva que partiparia. Não sabia patavina. Mas, fui! A primeira coletiva ninguém esquece. Fiquei ouvindo os colegas com suas longas perguntas. Um deles, já antigo na área, fez um "arrodeio" enfeitou e alguns minutos depois, finalmente fez a pergunta.


Olhando para o entrevistado, percebi certo enfado. Ou era eu, doida para aprender e ouvindo o errado? Foram tantas interrogações prolixas que, ao final, anotando as respostas, saí da coletiva como entrei: boca cerrada.



H continua mudo

Ontem, foi o dia internacional da alfabetização. E lá vem os números: o Brasil tem 14,1 milhões de brasileiros (10,5% da população maior de 15 anos) que não sabem ler nem escrever.

Eu nem sei o que mais me choca, se o resultado absoluto dos que não têm acesso à escola ou se a ignorância persistente dos que vão às salas de aula todos os dias. Desse fato, não tenho o número, mas acredito que seja suficiente para continuar me espantando!

Como trabalho com as letras - e já escancarei aqui que não domino a língua por completo por inúmeras razões - sofro quando alguém retira o H (deve ser porque é mudo) do verbo e utiliza-o, mudando a função para um simples artigo feminino.

O coitado do S nem chia mais porque se tornou aliado do X e do Ch. A tal globalização está me deixando tão confusa... Mas, o que mais me chateia é ouvir no rádio, ao final de uma frase, o locutor, dizer revelou fulano.

Arre!

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...