Estatutar
Quando li sobre o Estatuto do Homem acreditei ser para todas as criaturas pensantes do Planeta. Não viriam estatutos outros como da Igualdade racial, por exemplo.
Nós temos tanta carência de compreensão que esquecemos as diferenças das ações. De uma coisa, o pensar muitas vezes aflito já cismou: a igualdade só esta distante porque insistimos em sermos diferentes, negando oportunidades, inclusive da informação.
Quem disse que a minha cor amarelada, desbotada precisa de uma legislação? A compreensão é bem outra.
Sem violência
O dia internacional da não violência contra a mulher será lembrado amanhã. Cismo o pensar e vejo que a situação feminina é bem diferente da condição mulher.Hoje, nós estamos diferentes porque vemos as oportunidades surgidas, a partir do momento que decidimos por isso.
Sair da condição submissa e bater pé no mercado de trabalho acelerou a concorrência nossa contra o tempo. Enquanto ganhamos dinheiro e pagamos as nossas despesas e respondemos por nossos filhos, aumentamos a cobrança íntima da insatisfação materna. Porque ser mãe é ter tempo para ver a família mais perto e conciliar sentimentos.
Sair da condição submissa e bater pé no mercado de trabalho acelerou a concorrência nossa contra o tempo. Enquanto ganhamos dinheiro e pagamos as nossas despesas e respondemos por nossos filhos, aumentamos a cobrança íntima da insatisfação materna. Porque ser mãe é ter tempo para ver a família mais perto e conciliar sentimentos.A mulher vence empecilhos na sociedade, mas continua presa ao peito que dá o leite ao filho. Mas, é possível parir e iluminar a mente dos meninos e meninas nossas envolvendo-as com o amor que não há tempo que elimine e não há oferta promissora de cargos que o extinga.
Nós mulheres só ainda não conseguimos ver o mundo masculino como é e, muito menos, nos fizemos ser vistas no interno mundo feminino.
Desligamento
Nada mais solitário do que o ato do desencarne, digo no sentir-se desligar. As pessoas logo se afastam como se a mudança pegasse. Mesmo o choro nos deixa sozinhos. Sei que vou morrer, desconfio do tempo. Nem sei se é bom saber...
Lembro quando criança a certeza da morte me assaltava as ideias e ficava confusa horas a fio. Nunca admiti a tese do fim. Cresci querendo fugir da fatalidade única nossa. Hoje me dou conta de que morrer é mais uma invenção humana.
Quando me falavam que voltaria ao pó, pensava que Jesus, o amigo companheiro das horas ininterruptas estava preso a um pedaço de madeira absolutamente entregue a sorte. E teimava nas preces em conversas esparsas do anjo ressuscistado.
Perguntaram-me se temia a morte. Ora, e por que não? o que fazer depois que sair do disfarce?
2012
A cena despertou a vontade de ver ... em tempo: como será o fim do filme e por que chegou até ao Rio de Janeiro, quando tudo se concentra no mundo hollywoodiano?
Pega de saia curta
Eu sou do tempo que mostrar o joelho era imoral. A advertência vinha da minha mãe, monitora de todos os movimentos nossos em casa. Usar calça comprida? Nem pensar! Coisas de homem. Só depois da aprovação do vestibular obtive autorização para colocar as calças sonhadas.
A primeira foi uma jeans - ainda com cara de calça masculina - presente da minha prima por parte de pai. Exultei! A minha paixão pelas calças jeans é um namoro sem fim. Minha mãe olhava-me sem alcançar o prazer que sentia. Reclamou de estar marcando as pernas.
Uma amiga - ai de nós sem elas - convenceu que os joelhos estariam cobertos o que me daria mais liberdade para sentar também. A minha mãe vivia dizendo que eu não me sentava como uma moça direita. Até hoje estou para saber os porquês.
Não bastava ser moça (virgem) naquela época. Tinha que se comportar como tal. O que era necessário? Usar etiqueta? O lero de hoje é por conta da moça que quase perdeu a faculdade por conta do vestido curto. Se ela estivesse usando uma calça jeans...
Papo
Papo intelectual nem merece a primeira palavra. Ora, só papeia quem não tem papas na língua mas o prato logo é devorado. Sem sustança.
Conversa franca - olho no olho - e língua filtrando palavras que ornamentam frases e embevecem o pensar, nem cismo buscar porque foge do dia a dia.
O intelecto é tão rápido que engole o vento que sopra as palavras. Por isso, mais uma vez, gaga, falo, falo... E dizem por aí que nem penso. Ora, só!
Do leite
Adoro leite em pó. De lata considerava que seria o único produto que pouca polêmica marcou nesses tempos de criação. Falando nisso, fui pesquisar sobre a desidratação do leite da vaca. O leite em pó foi inventado no final do século dezenove em plena revolução industrial.
No entanto, só chegou por aqui no ano de 1956, quando foi inaugurada a fábrica de leite Mococa. E quem inaugurou a fábrica de leite foi o presidente da República da época, Café Filho. Tudo a ver, não?
Segundo historiadores, o único inconveniente do leite em pó é que provocou, devido à sua praticidade, uma redução no aleitamento materno. A transformação do leite em pó consome milhões de litros do líquido o que provoca além de preços altos, impactos negativos na criação das vacas leiteiras.
Enquanto isso, nós mulheres podemos produzir leite saudável, distribuídos em embalagens absolutamente naturais, diferentes das mamadeiras e bicos plásticos, que nem sempre são reciclados.
A gente estraga o Planeta por uma absoluta vontade equivocada de não seguir as leis naturais.
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