O tempo em nossas vidas não se mede.Barulhento em muitos momentos, noutras sem alardes vai nos consumindo.
Nem desacelera para saber se gostamos... se queremos.
É uma imposição sem precedentes.
E a gente vive reclamando falta dele.
Tanto
tempo sem ter o que fazer olhando a porta que desejou ser uma coisa: o ferrolho.
Mesmo preso se contentaria em ser o que tranca e o que abre. Porque também não seria
solitário. A fechadura lhe faria companhia, já que reclama tanto a ausência da chave,
por sua vez tão perdida. Ferrolho de cor escura de tão massageado por mãos.
Estava aqui contando nos dedos os momentos em que deixei a tristeza comandar a direção da vida. Foram poucos porque sempre achei atalhos verdejantes. Até mesmo quando tudo parecia desabar, fiquei que nem planta vigorosa em jarro quebrado. Raízes à mostra com pouco substrato, mas resistindo apesar das vicissitudes.Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você. E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade. ...