Todos nós merecemos atenção não importa quais as nossas escolhas. A falta dela nos deixa reféns das situações constrangedoras e perigosas.
O homem sempre necessitado de afeto, se perde em meio 'as ações que protagoniza. E isso nos mostra o quanto somos esquecidos e esquecedores. Quantos de nós já buscou, de fato, resolver a questão da insegurança psicológica?
E quantas vezes já tentamos resolver, de fato, a violência ainda resistente 'as mudanças?
O comportamento de hoje é a soma das experiências bem sucedidas ou fracassadas do ontem e, com certeza, o fruto a ser colhido num futuro próximo. Vivemos momentos de angústias diante da presente violência que nos atinge.
A sociedade como um todo responde a isso. Vivemos amedrontados porque conhecemos de perto os resultados trágicos do sentimento da raiva, alimentada por um processo psicoadaptado na omissão.
Agora, mais do que nunca é preciso meditar diante da tensão provocada pela revanche dos que optaram pelo crime. É preciso acreditar na mudança que virá, mas não de braços cruzados. Quando se pensa em mudança se pensa em ação.
Não só basta alimentar o medo e fingir que o mal está longe de nós. É preciso querer entender o processo social da exclusão.
A questão não compete apenas aos órgãos de segurança, mas envolve a todos nós porque, de certa forma, alimentamos todas as dores que hoje são expostas. A sociedade está ferida, muito ferida.
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