Pelo tempo


Há tempo para tudo e é preciso estar maduro para reconhecer que nem todo fruto tem sementes, apesar de ter vindo delas.

Há um tempo para reconhecer que é necessário fazer o tempo seguir o seu caminho, sem querer segurá-lo, sob pena de se perder.

Há um bom tempo fiquei sem cismar no que fazer das horas que corriam e eu,apesar de demonstrar pressa, apenas caminhava num rumo sem reconhecer que o destino final estava o que mais aguardava.

De tempos em tempos eu paro para pensar que a voz da sabedoria precisa de segundos para se instalar no íntimo do relógio do coração.

O tempo nada apaga. Eu, sozinha reescrevia palavras outras para um futuro presente de costas para o passado.

Ser mulher é...


O escritor Ricardo Kelmer é um dos meus prediletos. Desde o livro Quem apagou a luz? que sigo as suas letras tão bem trabalhadas. Não seria diferente com os artigos publicados no Jornal O Povo. O de hoje, retirado do blog do autor, é tudo de bom.


Veja bem. Ele fala sobre o sentimento feminino, a mania, segundo ele, que a mulher tem de sufocar o homem com as suas esquisitices mulheril (esta é a minha visão).


Colocando o meu sentir e pensar nas suas descrições, não lhe tiro a razão. A mente fantasiosa realmente atropela a relação. É confuso pensar feminino quando se aposta tudo e se quer tirar a limpo o que está pra vir.


Sabe como é e nisso o homem não é diferente, a gente traça um perfil ideal de um companheiro(a) e joga tudo sobre o candidato que se aventura. Como não corresponde ao idealizado, a frustração se faz presente. Mas, o contraponto é saber discernir, que encheção de saco não significa mimo, atenção. Afinal, isso não é aprendizado, mas serve de lição.


É preciso ter para ser? para a maioria ainda. Não vou generalizar porque seria irresponsável. Mas, euzinha, por exemplo, estou mais solta e já não fico cismando que a presença masculina intranqüiliza. Costumava pensar (olha eu aí me entregando) que homem tirava o meu sossessgo porque é espaçoso demais. Mas, qual! a pessoa nem se dava conta do que a minha mente maluquinha trabalhava.


Então, a alternativa é deixar a preguiça emocional de lado e encarar. Ser mulher e deixar o homem ser o macho da sua visão, sem moldar. Afinal, é melhor ser mimético do que manipulador.

No caderninho


Já vai longe, ou melhor, amadureceu a vontade de anotar num caderno ou em qualquer guardanapo de mesa de restaurantes, o momento de um encontro amoroso. Não é que tenha perdido no tempo, apenas se descobre, depois de minutos dedicados ao romantismo, que o registro no papel amarela e a mente guarda sem registro.


Os recados e as palavras flagrantes não se perdem, embora esquecidos em uma gaveta.


A vida é um vai-e-vem que nos permite tropeçar, deparar ou apenas manter um encontro que não finda. Com o passar das horas, o adeus que não foi dado é a promessa de companhia por tempo indeterminado.


Isso porque o ser não é finito.

O açude dorme e o sol é posto


Eu amo os escritores. Aquelas pessoas que deitam o pensar e não dormem a letra. Que fazem música sem cantarolar, que nos levam para caminhos distantes, tão próximos, mas que por falta de indicação, não seguimos.


Há escritores tão óbvios que parecem estar repetindo o que pensamos. Há aqueles que mudam o idioma e nos levam para países distantes, com gente que fala diferente, mas que tem emoções iguais as nossas.


E ainda há aqueles que discorrem o seu pensar numa fluidez sem fim e nos envolve no mistério da alma, e nos apresenta a esfinge de todos nós. São autores de obras em alguns momentos, anônimas, que nem chegam às prateleiras, mas que moram no peito, fazendo pulsar com força o coração.


Outros ainda, são tão familia, cujo perfil do pai, do avó está ali, nos chamando para um bate papo além da imaginação. E há aqueles ainda que temos a oportunidade de chegar próximo, apertar a mão que escreve, beijar a fronte da criação. Eu tive recentemente esse momento que vai perpetuar.


Conheci Crescêncio Marinho de Pinho o autor do livro Do Alvorecer ao Sol Posto - Retalhos do Passado, que vai ser lançado no próximo dia 17, no Centro Cultural Oboé, que me tocou profundamente. Este homem nos apresenta o açude dormindo. Neste convite Crescêncio nos convida a acordar para a forma simples de viver. Nos diz que respirar é tudo que necessitamos.

Mentalmente


A mente, pelo amontoado de pensamentos é por si, insana. Nesse complexo habita inúmeros personagens. A cigana que mora em mim, por exemplo, diz que depois de submetida à uma prova de fogo, serei feliz. E quem não seria?


O sábio que me envolve, alerta para precaução e diz que no caminho do progresso devo escolher a quem devo me agarrar. O estranho, sob o brilho do falso conhecimento, não traduz a linguagem estrangeira e passa despercebido.


A víbora, lasciva, destila o veneno num casamento incomum com a traquina menina que alimento e cultuo. O tédio desembarca de vez em quando e busca a monotonia para continuar hóspede.


A alegria, essa ganha no barulho que tanto aprecio, mas deixa a mente calma e relaxa o amontoado do pensar. Você tem idéia do persona que sou?

BB 2008




Porque não participaria do Big Brother, programa da rede Globo. Primeiro, porque não tenho mais vinte anos, ou melhor, corpo dos 20, ou ainda porque não me submeti ao bisturi. Não inflei os seios, não suguei a gordura dos quadris e da cintura.


Também porque acredito que dinheiro não é prêmio. É moeda corrente. Também porque o sacrifício de conviver com pessoas estranhas escapa totalmente da minha compreensão. Também porque não consigo conviver com a invasão de olhares que só Deus sabe o que a mente pinta.


O Big Brother é uma espécie de zoológico, onde o homem exige a jaula para ser transformado em estrela. Mais uma razão pela qual não me constrangeria a participar. Também porque a TV é melhor do lado de cá.

Números que te quero!


Um dia, lendo uma dessas revistas bobas dedicadas a adolescentes, havia uma matéria interessante sobre numerologia. Ainda com ranço de vidas antigas baseadas no medo do desconhecido, fiquei lembrando quando me falaram pela primeira vez do significado de alguns números.


Lembro que gostava de somar os números, de acordo com as letras, dos nomes das pessoas conhecidas. Claro que não cheguei a seguir os conselhos que alguns ditavam, mas os números não deixam de ter sua importância na nossa vida.


Peguei mania de calcular tudo e vendo assim somei há pouco, os números do ano em curso. Pegando a data, o cálculo do dia, do mês e o por fim, o ano, chego ao total do número quatro. E o que nos diz esse número? É o número da terra e representa estabilidade e fidelidade. Simboliza as quatro estações do ano, os elementos e as pontas dos compassos. Também são pessoas honestas e capazes.


Sabendo hoje, que nós somos o que acreditamos ser, esse número em particular, nada me diz. Mas, se você realmente leva em consideração a numerologia confira-os. Mas, lembre-se que a soma zero é a melhor indicação para iniciar uma nova ação.


Em tempo: não quero despertar interesses, muito menos minimizar os dias alegres que estão para vir. Bem vindo ao 2008!

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...