Tortura de Amor


Eu sou brega, mas de verdade. Não saio por aí cantando qualquer coisa, fazendo barulho aporrinhando ninguém, como alguns. Mas, sei ouvir uma letra melosa, que fala da dor nossa de todos os dias.


Sou brega quando sofro uma desilusão porque descubro, que mais uma vez, coloquei um perfil pre-moldado em alguém que pretensamente tomei o corpo e quis ainda surrupiar o seu pensar.


Bregueira das boas para dizer que a arte rima com a dor do desalento, do esquecimento. Mas, sou profundamente real na musicalidade ao me permitir repetir trechos de Tortura de Amor porque é torturante ficar a mercê de tanto mau gosto, enquanto alguém que ousou modificar, volta ao mundo dos espíritos.


Waldick Soriano vou repetir aqui o abraço e as gargalhadas daquela noitada na extinta casa de show da Água Fria Obá Obá, que sem precisar latir, gritamos com gosto que não somos cachorros, gostamos deles, mas não nos tornamos um. E tudo porque é bonita a natureza, como diz Clara Nunes.


Rádio dá o que falar


Hoje voltei aos bancos da universidade. Retorno vibrante para falar sobre algo que faz parte da minha vida há tempos. Amadurecida na idéia e no papo porque foi assim que senti o desenrolar do assunto.


Fui convidada por professores de comunicação da Unifor para apresentar aos meninos o que é o rádio e como essa mídia vem sendo transformada ao longo do tempo, devido a interpretação dos muitos que o fizeram e o fazem.


Para mim foi um presente e justo agora que a rádio FM Assembléia está veiculando campanha sobre o rádio, numa dessas inovações temáticas que abraçamos.


Apresentei a grade e os argumentos científicos que a justificam. Vi nos olhares e nos sorrisos muita curiosidade. Afinal, o rádio está na internet, no celular, no ouvido de todos.
É bom saber que contribuo para a continuidade dessa mídia.

Elogios fazem parte


Eu sempre fui cismada com elogios. Quando pequena, feinha que era uma beleza, ninguém se atrevia a comentar - ainda bem, porque imatura não daria a resposta necessária para o ego. Depois de crescidinha, ansiava por um olhar de aprovação. Só muito tempo depois, quero dizer, agora, é que vejo que os elogios que não ouvi, foram a ausência mais necessária para a minha carência.


Há pouco, na visita diária aos blogs do meu amigo Nonato Albuquerque (esse homem é incrível) fiquei comovida. No Gente de Mídia ele faz uma crítica positiva a este blog. O melhor de tudo é que acredito em tudo o que ele escreveu. Sabe por que? Nonato Albuquerque é uma pessoa que aprendeu a ser leal.

Michael Jackson

Michael Jackson completa 50 anos de idade. No arquivo do pensar vejo os seus pés, numa lepidez maravilhosa, conquistando o mundo, dançando diferente num ritmo envolvente. Nem importava o que dizia a letra, o corpo frenesia. Rendia-se ao apelo do astro.

O corpo peca porque a carne é fraca, diriam alguns, ignorando o que diz a alma. Por fora, Michael Jackson satisfazia a todos e ninguém pensava em socorrê-lo na sua intimidade. A luz da estrela no universo do palco ofusca. Seguidores do ídolo não percebem a dor do imo.


Hoje, ele volta às manchetes por conta do meio século terreno, sem informações de novos sucessos, de vendagens recordistas de albuns, mas com a triste lembrança do que mais lhe marcou. A pecha dos escândalos que alimentou a mídia mundial tem sido a sua marca.


É fácil aplaudir. É fácil vaiar, esquecer o brilho. É como já disse um ser consciente: o espelho não reflete a luz se estiver coberto de lama.

Relevante fato


Estava pesquisando como sempre faço e fui checar os fatos históricos. Um deles interessou-me pela oportunidade da data: hoje está completando 16 anos da aprovação do processo de impeachment de Fernando Collor pela Câmara dos Deputados.


Pois é, o primeiro governo eleito por voto direto desde 1960 durou dois anos e sete meses (15 de março de 1990 a 2 de outubro de 1992). O processo ocorreu após acusações de corrupção e da mobilização da sociedade.


Os caras pintadas - a maioria adolescentes - diferente de outras épocas foram às ruas sem represálias fortes. Um movimento democrático, que pelo meu entendimento foi contundente, mas não decisivo. A determinação foi argumentada pelas denúncias contra o presidente Collor.


Naqueles dias, a frustração foi o grande sentimento que o eleitor brasileiro experimentou. Alívio para alguns com a saída de Collor e desgosto para outros que apostaram no homem que defendia os pés descalço do trabalho e os descamisados.


Valeram o discurso e a prática. O temático discurso para ganhar votos e a prática que o destituiu do poder.


Um dos assuntos para escrever crônicas é o que nos toca. Muitas são as situações que mexem com o pensar, insultado pelos sentidos. Mas, nem tudo escrevo para evitar ser incomodada. Por isso, acautelo-me sem censuras prévias, apenas cautela porque de boba não tenho nada.


Como jornalista costumo escrever o que penso, o que sinto e o que também não me sintonizo. É o papel de informar, com precisão e com lealdade ao fato. O jornalista produtor não fica apenas defronte ao computador, saindo da sala virtualmente. A gente interage e muitos são os momentos que merecem comemoração.


Ontem, vivi situações diversas. Uma delas abriu possibilidades de interação com o ouvinte. Destaco a participação da presidente do Sindicato dos Servidores do Detran, Eliene Uchôa, que falou para o programa Narcélio Limaverde, no momento em que participava de uma caminhada em defesa da implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria.


O exemplo reforça a natureza do rádio, a instantaneidade. E quem não fica feliz com essa oportunidade? Isso é rádio!

Forma e conteúdo


Os discursos podem ter o mesmo mote, no entanto, a maioria se prende na forma. A formatação é que o mais importa para o autor desse estilo(?) O conteúdo deixa a dever. Aliás, não há dívida maior do que se prender apenas a imagem do texto.


Arrisco-me a falar sobre o tema, que não detenho conhecimento profundo, porque me sinto incomadada quando o discurso está longe da prática. É claro que estou falando da propaganda eleitoral. A forma pode ser engenhosa e conquistar alguns votos, se levar em conta o caráter brincalhão, uma das marcas do brasileiro.


Por isso, muitos candidatos às câmaras municipais a utilizam. Recorrem a linguagem simples numa tentativa de estar mais próximos do "povão". Contudo, é preciso ver a longo prazo que a brincadeira de hoje pode se transformar em choro.


Tenho acompanhado a propaganda institucional dos quatro anos. Uma mulher que é levada pelos pés que não obedecem o cérebro. A personagem em questão anda em círculos, tentando mudar o caminho e não consegue. Está da parabéns a equipe de criação. Ali, pode-se observar forma e contéudo, com certeza.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...