Sapos, sapinhos, sapões
O pensar é tão esquecido. Em alguns momentos, forço-o para trazer à tona ideias largadas num cantinho da cabeça tonta.
Sou que nem notícia de rádio, não posso guardar nada. Tudo deve ser questionado, escrito, avaliado e noticiado. Essa transparência tem custos elevados: dores de cabeça, beicinhos, bicos virados e a pecha de antipática, durona e intransigente(!)
Se defender o que acredito for intransigência... vou ter que engolir sapos muitos ainda. E haja lagos e lagoas. Mas, em nome do clima da Terra, casa nossa, vou mascar sapinhos de plásticos reciclados.
Sem fossa
Lula tem razão: nós precisamos de saneamento. O presidente é manchete, mesmo que fique calado. E na força da expressão, literalmente senhor, precisamos sair mesmo do lugar em que estamos.
Agora, como toda limpeza exige esforço, é preciso ter cuidado para não cair na fossa.
Em tempos de final de ano...
Fim de ano
Todo final de ano, as pautas se repetem. Uma delas, acho que favorita, é selecionar os melhores e os piores. Não existe meio termo.
Pois eu fico no meio. Vou mediar a vida sem a pretensão de ter concluido os planos do ano de 2009. Aliás, nunca faço isso.
O que mais peço na hora da virada é discernimento. Para não ter que dar de ombros diante das dificuldades; confiar no olhar firme e não cair na tentação de dar as costas às grandes promessas do advir.
Para quem não ficar rico
Fim de ano, não é tempo de sonhar com os R$ 100 milhões da megasena. É lembrar que dar o ponta pé na vida é nascer de cabeça e pisar firme na esperança.
Afinal, mega é acreditar que tudo passa.
Os riscos do sim
A gente vive pedindo companhia porque neste mundo enorme quem quer viver só? Mas, no momento de dizer sim, eu aceito... o que nos aguarda? Estava ouvindo comentários a respeito das escolhas das mulheres que sofreram e sofrem agressões que as vitimam e a vitimaram. Nós somos o que acreditamos sem o questionamento se essa seria a escolha acertada. Como saber?
Para quem não está envolvida é quase fácil identificar uma relação que pode ter desfecho fatal. O dominador sempre costuma insinuar-se o que nos oferece alguns alarmes. Começa pela questão material, uma roupa sem manga, uma cor de esmalte, a hora do trabalho, da escola. É a dominação vista como gentileza na hora de deixar e pegar na escola ou trabalho. É uma ansiedade vista como aborrecimento por qualquer atraso.
São dicas para chamar atenção dos que estão próximos ao ser dominado,que confunde paixão com amor e ciúme com zelo. Longe de ser fatalidade, vítimas e algozes estão sempre se reunindo num cobrar de atenção e prazeres de mão única, que sufocam até ceifar a esperança de uma vida tranquila.
Para lembrar Kérsia, que se foi antes de perceber a amizade que nutria por ela. Luz.
Viver a vida
Adísia Sá, a professora e mestra amiga, no momento do lançamento do livro Três mulheres no divã de Freud, de sua autoria.
Longe de ser título de novela, a vida taí pondo à mesa o banquete com pratos de livre escolha. Há entradas que enchem os olhos, mas depois de provadas são substituidas por alimento de maior consistência como a amizade. É o flerte que perde vez para o namoro, logo substituido pelo casamento. Aliás, nem sei por que deixamos de namorar quando casamos.
Nessa sequência de atitude uma é especialmente rica: a amizade. Neste periodo, as confraternizações dos finais de ano são sempre um motivo para nos reunir com aquelas pessoas que amamos, mas que deixamos o tempo passar longe delas. Ligadas pelo pensar, alimentamos a amizade que dispensa espaços físicos.
Algumas outras temos a satisfação de tê-las mais perto. E assim a vida cresce, os anos passam e a gente progride na promessa de um novo reencontro, nem que demore mais 365 dias.
Com as escritoras e jornalistas Luiza Amorim e Ian Gomes
Natal chegando, e você...
Então é Natal... pois bem quem não fica deprê ouvindo Simone? Acho que até ela.
Não entendo porque tanta gente murcha quando as luzes da cidade são convites para sair, respirar o ar e curtir tempo com pessoas que há tempo não vemos.
Tem aqueles amigos que sintonizam conosco porque estão trabalhando no mesmo lugar, falam sobre as mesas coisas e dificuldades e gostam quase sempre de uma conversa longa, daquelas que prometem inúmeras séries em outras oportunidades. Depois a distância nos faz conhecer a saudade e a vontade de reencontrá-las chega nesta oportunidade.
Não entendo porque tanta gente murcha quando as luzes da cidade são convites para sair, respirar o ar e curtir tempo com pessoas que há tempo não vemos.
Tem aqueles amigos que sintonizam conosco porque estão trabalhando no mesmo lugar, falam sobre as mesas coisas e dificuldades e gostam quase sempre de uma conversa longa, daquelas que prometem inúmeras séries em outras oportunidades. Depois a distância nos faz conhecer a saudade e a vontade de reencontrá-las chega nesta oportunidade.
Se você é do clube deprê, sacuda-se. Há tanta gente querendo te ver novamente. Dá folga a sisudez, alegre a versão cantada pela interprete baiana. A vida é colorida e iluminada quando a gente está disposto a isso.
Eu, cismando o pensar, já estou buscando amigos e amigas outros e outras para uma reunião, nem que seja a primeira e última do ano. O bom é se encher de digitais e compartilhar gargalhadas.
Então? é Natal chegando.
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