De lua virada

A cor densa o pensar. Carrega nas matizes e o ceu da esperança nubla a expectativa. Nem feliz, nem triste. É só um quadro em branco que se deixou tingir. Vermelho vivo.

Pelo sonho

Eu não quero nomear o amor que tenho. Eu só quero sentir.

Eu identifico um enorme bem, mesmo quando os abraços não mais apertam, quando o olhar é um desencontro.

Amar é um sonho. Sonho sempre. Os sonhos não envelhecem. Não engordam, não martirizam o pensar. É um afago, portanto, suave. É um piscar do olhar fixo na esperança. É uma miragem com base concreta. Desde muito sonho, tinjo de cores, afasto os pesares... Sonhar é preciso, como diz o poeta.

O meu sonho não interpreto. É o pincel da tela branca a espera da imagem, que se prende e se perpetua.Me tira do lugar comum sem dizer para onde me leva.

Por ai....

Quando eu tinha tempo pra florear  o jardim da vida ainda verde, criava estereótipos, amores leves e contínuos... O tempo se foi e continua correndo sem que eu o alcance no ritmo. Nesse ínterim até que poderia - sem muito pensar - acreditar nos retornos da memória, como se assim pudesse transformar realidades.

Quanto mais juvenis mais ousados somos. Deve ser por isso, que nessa estrada, olho mais para as linhas retas, quase ignorando as setas de atalhos. Se é pra seguir, que as paralelas nunca se encontrem, porque são assim a esperança e a realidade.

Na diversão

A vida é um grande parque.

A roda gigante, o alto é o que mais se deseja e o que mais se teme. Mas ao descer, pés no chão, não somos mais os mesmos.

Portanto, o crescer é sempre um desejo latente, mas o mover-se é temperado de temores. Mas, nada é mais satisfatório do que encarar o medo de frente. 

O escuro do quarto é apenas uma fresta da luz que se procura. Só se sabe ser alegre quando um dia se deixou invadir pela tristeza, que muitas vezes pode vir colorida.

O pensar: Sob a regência....

O pensar: Sob a regência....: A minha vida foi regida pelo medo. Pensava estar sempre do lado de dentro da janela vendo a vida passar. O quadrado retia a aventura que v...

Sob a regência....

A minha vida foi regida pelo medo. Pensava estar sempre do lado de dentro da janela vendo a vida passar.

O quadrado retia a aventura que vinha de dentro e batia sempre na porta da consciência. O olhar não espreitava o final da rua que os órgãos não avistava.

Sempre dei ouvidos as batidas aceleradas do meu coração. O latejar do cérebro desapercebido tudo registrava. Nem sempre as somas eram divididas comigo. E, hoje, num "passar a limpo" das emoções, percebo que sempre estive na calçada dos sonhos, pisando forte no paralelepípedo da sorte.

Flutuação

Nada é mais impaciente do que o cursor sobre o espaço em branco a espera das letras, que surgem num teclar rápido, célere, bem além do pensamento. Sequer dá tempo para entender o que vai sendo explorado, num sentir flutuante.

Escrever - já me disseram, é um vício- e nessa dependência continuo eu em busca do íntimo que se esconde. Nada me é mais conhecido do que eu mesma e nada é mais desconhecido do que a minha pessoa. Conviver com o desconhecido faz de mim um número aleatório.

Nesse liquidificar de emoções, quem sou eu e que pretendia ser? Um monte de vozes, de silêncio, de aceitação e rejeição. Ninguem torce mais por mim do que eu mesma e ninguem consegue agredir-me tanto!

Agora entendo porque as pessoas estão substituindo "peças" originais por próteses. Disfarçar é bem mais fácil.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...