Amadurecer, ah que pausa boa nas perspectivas conflitantes da vida.Como é bom flagrar em si o afrouxamento das rédeas das situações que nos circundam, das quais ainda agentes ativos , mas sem querer ser a única mão que aperta o laço.
Que ter sempre razão é cansativo, que ser feliz
é a meta sob quaisquer circunstâncias, sem negligenciar com o dever que abraça.
Que a frase “deixa pra lá” é mais bem vinda do
que “deixa que vou resolver isso”.
Que deitar na rede a noite depois de um dia longo
de trabalho é traduzido como um dos maiores prazeres.
É mostrar os braços sem tentar explicar a pele
que se distende.
É reunir amigos para um longo bate papo e dar
altas risadas sem preocupar em demonstrar isso.
É banir o juiz que julga, julga, julga...
Amadurecer não é o entardecer da existência. É,
na verdade a contemplação do que pode ser.

Um dia desses fui surpreendida com o convite de falar sobre a felicidade para pessoas que não tinha convivência, mas que iriam me dar ouvidos mesmo assim, na busca - talvez - de entender sobre os seus momentos aflitivos e/ou suaves. Fiquei impactada. Isso, porque à época com o auxílio do Evangelho, divagava sobre a orientação de que "felicidade não é coisa deste mundo". E eu estou neste mundo de meu Deus até quando o ser superior determinar.
Com a música costumo fazer um passeio pela alma. Se o verso me consola, afago o ser inquieto que habita o corpo. Se guerreiro, espanto com lanças a tristeza, cupim do meu concreto.