Carnavalescos


No período do carnaval há vários blocos que merecem atenção. Os loucos por folia que fazem qualquer coisa, desde pendurar jóias e fazer empréstimos bancários para garantir a "tranquilidade no carnaval" sem deixar nada faltar para não decepcionar o Rei Momo;

os que se enterram em casa, desligam rádio e alugam quilos de DVDs; os que fogem para lugares desconhecidos; os que passam o ano costurando fantasias alimentando a cultura carnavalesca.
Há também aqueles que não vêem a hora da quarta-feira chegar com todas as cinzas para aquecer a alma desolada pelo abandono.

E há aquelas mulheres da primeira viagem, digo do primeiro carnaval depois do sim na Igreja com toda a glória da promessa do amor. O marido, esqueceu algo no carro e sumiu! Depois de chorar cântaros, formar o bloco das enganadas, sai em busca - já disse que é marinheira de primeira viagem - do desaparecido que pode estar, - que Deus nos livre - estendido em alguma maca de hospital ou até, pior deus me livre sem idéia de onde encontrar.

É fácil lembrar e até citar situações antes embaraçosas, que hoje são engraçadas porque se a história se repetisse eu aconselharia: marido sumido em pleno carnaval? procura no Google, amiga!

O Papa tem razão


O Papa Bento 16 critica a vulgaridade dos meios de comunicação com razão. Vejamos a forma como a arte e a cultura, por exemplo, são tratadas. Alguns poucos canais de TV mostram superficialmente a essência cultural do homem. E apresentam-na como se privilégio fosse para alguns saborearem.


A grande massa - não gosto da expressão - fica à deriva. Continua à margem sob a pecha de que não tem interesse. Que a informação é democrática no conteúdo, mas não na forma. E enchem a tela de mesmices, cultuando a criminalidade, alimentando no homem o que ele precisa monitorar, numa convivência pacífica com o seu consciente.


Informações incompletas sem razões aparentes de ser. Uma corrida pela audiência numa aposta de números sem precedentes. Até quando continuaremos assim?


Proibido


Medida Provisória proíbe venda de bebida alcoólica nas estradas, a partir de primeiro de fevereiro.
Quem gosta de biritar enquanto corre estradas, sem nenhuma preocupação, não se deixa abalar. Já deve ter disponibilizado uma forma de burlar a lei: formar estoque de bebidas no porta-mala do carro.
E feliz vai atendendo aos impulsos pensando que a responsabilidade de manter vivos os que pegam estradas é da Polícia Rodoviária.


A proibição acontece porque falta bom senso. E quando o bom senso não se faz sentir...

Aprendendo amar


Estava visitando páginas de amigos do Orkut. Entre os recados que se repetem - acho interessante os posts fabricados - mas isso não é conversa! Lá na página da Valéria, nossa humorista, verifiquei um vídeo de boa qualidade. O cantor de mil vozes interpretando um antigo sucesso. Prendo-me nas letras amor é tudo que eu tenho pra dar.... depois é só perdoar ... é só pedir mais... quem ama volta atrás.


No pequeno mundo de amor ao qual me prendo e ao mesmo tempo, me perco, senti vibrar uma grande alegria da redescoberta dessa capacidade infinita. Infinita porque a vida sem tempo para acabar mostra o quanto é possível viver um sentimento amplo, de cor azul posto que infinito.


No verde volto a carga da emoção para provar a mim mesma que posso e quem sabe permitir por mais tempo ainda me envolver, mergulhar nesse bem-querer. É assim que aprendo a agradecer pela oportunidade de estar aqui agora, mesmo que em meio a tantos turbilhões emotivos, os quais necessita de gerenciamento, sinto-me livre para me prender outra vez!


Porque é assim que entendemos o que seja amar.

Assunto não falta



Estava em busca de alguma matéria de interesse que despertasse o pensar. Reeleição, especulação, distração, correção do salário mínimo... e por aí, quase me perco nos ãos.

Depois de insistir - porque jornalista não desiste - vi-me presa no flagrante da natureza, cuja imagem me transporta para outro eu contido na angústia dos fatos diários.

Lembro o amigo Nonato Albuquerque no estímulo para continuar escrevendo. Disse ele um dia, que o blog oferece um relax em meio ao turbilhão de informações múltiplas.

Quedo-me ao elogio e disparo tranquilamente o pensar na analogia do brilho sem timidez da paisagem ao lado. Sim, porque a luz multicolor mesmo esquecida, vibra lá fora e pela falta de exercício de sensibilidade - o homem inventou que não tem tempo para a natureza- exulto de alegria na luz retida por meio de um fotografo.

Com tanto brilho intenso, eu aqui, presa ao teclado querendo surpreender a poesia. Ah, euzinha...

Pela nossa casa


Quem precisa ser salvo, o homem ou o Planeta? O questionamento não tem sido levado a sério. Quando se pensa em salvação da humanidade, o aspecto religioso se faz presente por conta da questão moral, da necessidade de elevar-se para o progresso da humanidade.


Interpretações divergentes ocorrem quando se trata do pensar humano. No entanto, quando a necessidade é salvar o Planeta, quem está se movendo a favor? O livro 1001 maneiras de salvar o Planeta tenta tornar prática a atitude urgente.




Para muitos, a ação é de competência exclusiva dos cientistas, dos órgãos oficiais, quando tudo começa em casa. Por exemplo: o lixo doméstico, que tipo de tratamento está sendo tomado? O consumo de água, de energia, de alimentos?


Mas, não basta apenas ler, é preciso ser prático. Por em prática as ações que dormem acalentadas pela irresponsabilidade nossa com relação à nossa casa. Sempre sonhamos ser grandes, desprezando os pequenos gestos, quando tudo é um somatório de ações mínimas.


Para ser grande é preciso antes reconhecer-se pequeno.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...