Confesso que resisti para evitar o assunto porque é doloroso. Contudo, depois de um dia e meio de molho na cama acometida por uma sinusite e com o controle da TV na mão, como não ver as matérias sobre o caso Nardoni?
Assisti sentindo dores - eram físicas e morais - o choro da mãe da garotinha, dos pais dela, os avos maternos e também a dor dos avos paternos. Encolhida no quarto e engolindo os sustos da tragédia, percebi que a TV não só nos aproxima dos fatos, joga na nossa cara os respingos da violência.
A reportagem cobriu tudo, irrestritamente até o que não tinha permissão, mas ninguem até agora disse exatamente o por quê. Essa pergunta angustiante nos persegue desde a mordida da maçã.
A violência nos assombra em todos os pontos do Planeta, ecoa porque está em nós. Em alguns, domada pela educação, noutros, solta, sem freios.
Hora de respirar fundo, porque sobrevivemos.
Crucis
Apesar de ser espírita desde a década de 90, não estou indiferente aos feriados religiosos, principalmente quando a figura central é o Mestre Jesus. Modelo para a humanidade, irradia a energia pura, que a densa camada que nos envolve não permite penetrar-nos plenamente.
A Semana Santa me faz lembrar o muito dos equívocos nossos, as promessas de redenção, as quais deletamos da mente turva. O meu jugo é leve - promete - mas aqui na Terra, nós optamos diariamente pelo serviço árduo, pelas angústias, pela morte do corpo físico.
Nada me comove mais do que a Via Crucis de inúmeras crianças e adolescentes que optaram - sem saber o porquê - pela pedra que mata. E nada mais me assustam do que as declarações de muitos deles com relação à vida. Esquecem que somos o conjunto de energia conduzida por uma energia bem maior.
Nós terrenos, estamos cada dia mais doentes, lançando rejeição aos dependentes. Mais um equívoco. O uso de drogas é público, assim como é pública a saude, mas nem por isso é comum a todos.
A Semana Santa me faz lembrar o muito dos equívocos nossos, as promessas de redenção, as quais deletamos da mente turva. O meu jugo é leve - promete - mas aqui na Terra, nós optamos diariamente pelo serviço árduo, pelas angústias, pela morte do corpo físico.
Nada me comove mais do que a Via Crucis de inúmeras crianças e adolescentes que optaram - sem saber o porquê - pela pedra que mata. E nada mais me assustam do que as declarações de muitos deles com relação à vida. Esquecem que somos o conjunto de energia conduzida por uma energia bem maior.
Nós terrenos, estamos cada dia mais doentes, lançando rejeição aos dependentes. Mais um equívoco. O uso de drogas é público, assim como é pública a saude, mas nem por isso é comum a todos.
Em busca de um título
Quem quiser liberte o pensar para considerar que estou com papo de velha. Mas, os 55 anos de existência terrena permitem-me alongar o olhar para espaços que antes considerava vazios.
Sentada com a cabeça no ombro - de fato - recordo frases soltas e risos entrecortados de saudade de minha amiga Brioso. Pelo menos duas vezes ao ano (Natal e Ano Novo) teciamos conversas agradáveis horas a fio.
Interessante o efeito da dor. Sempre bate uma saudade do reconhecimento das alternativas. Só passei a sentir alívio depois de profundas investidas da vida.
Amigos outros estão retornando à pátria verdadeira: o universo infindo. E eu aqui, que cismo de não viver de recordações, visto-me de verde, lanço ideias no azul e piso na indefinida cor do presente.
A saudade não entristece, apenas lembra-me de quão felizes podemos ser.
Sentada com a cabeça no ombro - de fato - recordo frases soltas e risos entrecortados de saudade de minha amiga Brioso. Pelo menos duas vezes ao ano (Natal e Ano Novo) teciamos conversas agradáveis horas a fio.
Interessante o efeito da dor. Sempre bate uma saudade do reconhecimento das alternativas. Só passei a sentir alívio depois de profundas investidas da vida.
Amigos outros estão retornando à pátria verdadeira: o universo infindo. E eu aqui, que cismo de não viver de recordações, visto-me de verde, lanço ideias no azul e piso na indefinida cor do presente.
A saudade não entristece, apenas lembra-me de quão felizes podemos ser.
Na TV, na rua, em mim
Hoje eu vi na TV uma mãe roubando a cena, ou seria sendo roubada? Ela gritava para a câmera da TV e para o microfone do repórter a sua dor por ter aos pés o filho baleado na perna. Eu estava bem perto dali só que não tinha ideia do que ocorria. Foi no final de semana, mais um jovem no chão dando entrevista, clamando por inocência.
O repórter cumprindo pauta só mostrava e interrogava. Pensei se não seria o caso de largar a tarefa e levar a vítima para o hospital... eu não entendo por que é mais válido mostrar o crime, a vítima praguejar contra a polícia, enquanto o socorro está na UTI da indiferença.
O repórter cumprindo pauta só mostrava e interrogava. Pensei se não seria o caso de largar a tarefa e levar a vítima para o hospital... eu não entendo por que é mais válido mostrar o crime, a vítima praguejar contra a polícia, enquanto o socorro está na UTI da indiferença.
Águas de março
As nem sempre comedidas águas de março lavem e levem sem retorno dias de angústia.
Estava cismando o pensar a respeito da violência, a tecla mais digitada da mídia, por ser fonte inesgotável. O discurso cai na mesmice de que as autoridades policiais são responsáveis. Ok, e se todos fossem afastados, a violência cairia por terra?
Se for assim, como é simples acabar com a violência.
Estava cismando o pensar a respeito da violência, a tecla mais digitada da mídia, por ser fonte inesgotável. O discurso cai na mesmice de que as autoridades policiais são responsáveis. Ok, e se todos fossem afastados, a violência cairia por terra?
Se for assim, como é simples acabar com a violência.
Conciliar
Só quero lembrar que desses 100 anos, participei com pelo menos, quatro décadas. Foi a partir da adolescência que passei a ter ciência de que a badalada questão de gênero incluia se apaixonar por um cara, que me fazia bater o coração mais forte. Aquilo me intrigava demais. Imagine, perder o controle por conta de um sorriso de não sei lá quantas intenções.
O aviso estava sempre escrito em letras amarelas: cuidado, muito cuidado. A questão só aguçava mais ainda a vontade. E eu lá sabia que o baticum era provocado pela tal adrenalina?
Outros baticuns marcaram-me: a primeira carinha da série de três que trouxe para viver comigo. Andréa ao invés de chorar, espirra. Talvez para mostrar a sua força de vontade, uma das marcas do caráter da minha filha. Quando Érica chegou estava apagada por uma anestesia geral, mas o coração tava lá aos pulos ao despertar para encontrar saude naquele corpinho. Outra anestesia e o André veio bem maior do que as irmãs, bem grande como a promessa de ser a conquista das nossas vidas.
Interessante essa questão feminina. O pensar nem sempre flui como ensaiei porque a princípio, eu só queria dizer (nem sei se por rebeldia) que não quero - hoje não - ser chamada de guerreira. A minha maior vontade é ser conciliadora.
O aviso estava sempre escrito em letras amarelas: cuidado, muito cuidado. A questão só aguçava mais ainda a vontade. E eu lá sabia que o baticum era provocado pela tal adrenalina?
Outros baticuns marcaram-me: a primeira carinha da série de três que trouxe para viver comigo. Andréa ao invés de chorar, espirra. Talvez para mostrar a sua força de vontade, uma das marcas do caráter da minha filha. Quando Érica chegou estava apagada por uma anestesia geral, mas o coração tava lá aos pulos ao despertar para encontrar saude naquele corpinho. Outra anestesia e o André veio bem maior do que as irmãs, bem grande como a promessa de ser a conquista das nossas vidas.
Interessante essa questão feminina. O pensar nem sempre flui como ensaiei porque a princípio, eu só queria dizer (nem sei se por rebeldia) que não quero - hoje não - ser chamada de guerreira. A minha maior vontade é ser conciliadora.
cinco ponto cinco
Pronto! Cheguei aos 5.5. Adeus 5.4, dígitos tão simpáticos. Mas, pensando bem, 5.5 soam tão bem. E por falar em eco, agradeço a todos iluminados amigos que me desejam luz.Amo o dia do aniversário. São tantos abraços, desejos de dias felizes.
Amo até os parabéns de empresas com as quais já me endividei e que, por cordial marketing lembram do meu aniversário.
Pois é, no dia quatro de março de 1955, por volta das sete horas da manhã, gritei por socorro para sair de um lugar tão apertado... Mamãe insiste em lembrar que "minha Fátima nasceu com seis quilos e 100 gramas e dois dentinhos". Papai, apesar de muito mais moderado, lembra que fui capa do Jornal O Povo, que 30 anos depois, foi a empresa que me recebeu.
Não é o máximo?
Amo até os parabéns de empresas com as quais já me endividei e que, por cordial marketing lembram do meu aniversário.
Pois é, no dia quatro de março de 1955, por volta das sete horas da manhã, gritei por socorro para sair de um lugar tão apertado... Mamãe insiste em lembrar que "minha Fátima nasceu com seis quilos e 100 gramas e dois dentinhos". Papai, apesar de muito mais moderado, lembra que fui capa do Jornal O Povo, que 30 anos depois, foi a empresa que me recebeu.
Não é o máximo?
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