Você já se aposentou, não é?
A interpelação de uma desconhecida veio assim, do nada!
Fico cismando o pensar o porquê da pergunta.
Qual a impressão que causo? Por que, justo uma mulher faz a indagação?
Perguntas que não calam, nunca!
Se for jogar para o lado politicamente correto, estarei sendo alvo de etarismo?
Palavra estranha para lembrar que tenho direitos que vão além da aposentadoria.
Fico jogando ao chão toda uma trajetória de vida: riscos, perdas, ganhos, sorrisos, lágrimas, enfim, emoções sendo exploradas por mim rotineiramente.
E você, interlocutora. o que te motivou me dar um bom dia tão diferente?

2 comentários:
É incrível o poder da falta de polidez social dessa interlocutora. Será que ela não se indagou, antes de lançar essa pergunta preconceituosa, que a decisão sobre quando parar é pessoal e baseada nos objetivos de cada um, e não sobre a idade, e que idade não define competência? Numa hora dessa é preciso marcar limites para essas interlocuções. Ela deve desconhecer Nolt, a nova tendência de vida de pessoas com 60 anos ou mais que não aceitam os estereótipos tradicionais da terceira idade e escolhem viver de forma ativa e com propósito.
Obrigada pela observação. Muito oportuna. Um grande abraço, amiga
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