Ferindo feridas

 


De vez em quando penso nas feridas que tenho. 

As que cicatrizaram, 

as que sangraram muito, 

as que tive que apertar para o sangue sair e não doer depois por dias intermináveis...

As feridas da pele são visíveis.

As que não vejo são as que mais sinto. 

Quando sangro, quem as estancam?

Quando doem, quem as balsamizam?

Em meio a tantos questionamentos, as vezes penso que me acostumei com a dor

Noutros, percebo que já cicatrizaram.

Então, por que o pensar aflito nessas marcas?

Cismando lembranças

 Quem dera eu pudesse guardar o desenrolar de inúmeros sonhos que tive, que tenho. 

Para minha sorte, as sensações ficam por algum tempo. 

Mas, com o passar das horas, aqueles instantes marcantes sossegam o meu pensar. 

Ficam num arquivo, cuja senha, esqueço. 

De vez em quando me despertam. 

O gatilho é disparado por alguma tentativa - nem sempre exitosa - minha para acordar o sentimento adormecido. 

E como dorme o sentir. 


No entanto, como mãe cuidadosa de filhos inquietos, me pego lembrando... ou seria a vontade de lembrar o que não teria esquecido, caso cismasse mais? 

Silêncio

O silêncio....  Em algumas  situações é  a  resposta  mais  dura  que  alguém  pode  ouvir  foto   https://www.centroloyola.org.br