A imagem que se vê

Sempre me utilizo do recurso da fotografia para reforçar o pensamento. No entanto, sei que o meu calcanhar de Aquiles é o ouvido.

A imagem sensibiliza, nos prende o fôlego e multiplica o pensar. Não tenho idéia de quantas vezes assim já estive. Como feto, ou bem antes, como semente apenas.

Quando renasço não estou presente, motivo pelo qual não guardo lembrança. E se a memória reteve, não libera o fato para que eu possa, plenamente, recordar e viver.

Na tentativa de ser prática personifico o fotógrafo, reclamando mais técnicas para o flagrante. Como observador, busco entender além da idéia do profissional. E como apenas mais uma vez, Maria ( o meu primeiro nome), comporto-me como procriadora. E assim, me dou conta de que a imagem não é fantástica, mas o que revela.

E você, qual personagem identifica?

Confiar e esperar


Eu gosto de responder às enquetes promovidas pelos sites de notícias. Sempre opto pela assertiva que indica melhorias. Por que? Porque não espero futuro ruim. Prefiro acreditar que será melhor. E não é ilusão! Quer tentar?

A última enquete da uol quer saber a nossa opinião a respeito do segundo mandato do presidente Lula. Torço por um momento melhor, lógico!

O país está vivendo mais um momento de mudança de mandatários. Surpresas, sustos, ânsia e esperança. Dos quatro itens, prefiro o último. Sim, porque o meu lema é "orar, confiar e esperar".

No discurso de posse do presidente da República, chamou-me atenção o texto lido ao final, nos remetendo a reflexões.

Pra começar bem


Eu sou do tipo que acredita que todos os dias são momentos renováveis. E virada de ano então, nem se fala!

É uma preparação otimista porque a fé me persegue e se instalou de vez na minha vida.

Não leio prognóstico de horóscopo, já passei dessa fase. Agora, busco nas cores da amizade o prazer de continuar por aqui.

E nesse 2007, o que mais quero é continuar abraçando os meus amigos. Quanto ao resto... tudo continuará igual, sendo perseguido com o mesmo otimismo.

E para dizer que não falei da mídia, eu desejo muito não ter que ler matérias como esta.

Menino ou menina?


O mundo é de cores para as grávidas e mãe delas. Ficamos em dúvida entre os verdes, rosas, amarelos e azuis. Quem foi que disse que azul é cor masculina e rosa feminina? Em meio a tantas convenções nossas, confesso que fiquei frustrada ao assistir sem compreender patavina, o exame de ultrasonografia.

Na realidade, é uma invasão de privacidade sem tamanho porque sempre considerei que o útero materno é o melhor lugar do mundo, mais aconchegante e onde todos deveríamos estar super-protegidos. Mas, não estamos.

Hoje, a tecnologia nos permite ver, curtir já o pequenino que pulsa com vontade alheio à nossa curiosidade. Como disse, não entendi o que vi. O médico também não ajudou. Limitou-se egoísticamente no seu saber a responder a algumas perguntas feitas pela minha ansiosa filha. Eu nunca vi tamanho desinteresse.

Será que os médicos estão perdendo a emoção? De tantas vezes repetidas ações diante do monitor do aparelho cujo nome me escapa, apenas se restringe a medir, calcular e pronto? Não acredito, sinceramente, que a repetição de um gesto nos tire a emoção. Que nos digam os torcedores de futebol, que explodem de emoção durante os 90 minutos de uma partida decisiva.

E o tal médico, que também não sei o nome, permaneceu de costas pra mim, para avó, e para o pai também. Quanto desprezo! E a minha filha esticando o olho na tentativa de ver o que se passava em preto e branco.

O sexo do bebê continua em mistério porque ele ou ela manteve as pernas próximas demais, quase cruzadas, e ainda contou com a colaboração do umbigo para nos esconder o gênero.

E eu ali com um olhar no monitor e outro nas costas do médico indiferente, que ainda respondia baixo às perguntas da mãe estreante. Saímos do consultório com um misto de desgosto e de raiva. Sim, porque a emoção nossa nem sempre é experimentada pelo outro. Mas, será que não está no tempo de os médicos lembrarem que são humanos e a que a gestação é maior resposta de Deus para as nossas angustiadas indagações?

Pois, neste momento, eu digo ao meu segundo netinho, que eu o vi e não entendi, mas compreendo perfeitamente que todo o amor do mundo eu lhe darei. Seja bem vindo, não importa a cor que vá usar.

Por um fio


Estamos por um fio para compreender a perfeição tecnológica.
A vontade irrestível de gostar do outro.
E de entender que as diferenças somam o sentimento de fraternidade;
Diminuem a distância
Multiplicam as ações sociais;
Dividem e delegam os líderes missionários.
Tudo isso com o fito de vencer a maior barreira para o nosso crescimento: nós mesmos.

Novo ano, nova vida


Ano Novo, vida nova. Este é o chavão da oportunidade. Antes de reclamar, eu vou aproveitar para modificar algumas atitudes minhas. Muitas são velhas e me acompanham desde o berço. Outras, acabei de adquirir e, confesso, que ainda não me acostumei. Destas, com certeza, vou me livrar com mais facilidade. No entanto, as duradouras...

Mas, se a ordem é renovar, vamos lá! Mãos à obra que a vida é mansa para os mansos, inquieta para os ansiosos, lenta para os vagarosos e dolorida para os que cultuam a dor. Falando nisso, eu quero fazer um monte de desejos.

Se alguém me perguntasse o que eu gostaria para o 2007, por ordem de prioridade eu diria a manutenção do meu emprego; saúde, ou resistência às doenças; grana para continuar garantindo o sistema de aluguel que eu vivo. Isso, porque neste país não é preciso comprar para ficar devendo.

Se eu quero um grande amor? Sim!! quero continuar com ele, pensando, curtindo e sentindo saudades por conta da distância física.

Mas, o que mais desejo é espaço no mercado, e que a mídia, por sua vez, aprenda a respeitar o homem que faz, que escreve, que lê e, ainda os que não fazem por falta de oportunidade; os analfabetos, alijados do processo da escrita e os que não compreendem porque ler é uma liberdade apenas sonhada.

E como representante do sexo feminino, desejo que nós mulheres possamos parir mais idéias para conquistar a valorização da vida. A mídia só é feminina no gênero, porque ainda se esquece de mostrar a mulher brasileira em sua plenitude.

Por este motivo, destaco aqui, matéria do Observatório da Imprensa, idéia boa que deve vigorar e se fazer presente nas nossas vidas.

"Amigo é para guardar..."


No início do meu crescer já sentia a dor, que naquela época revoltava. Por um bom tempo a companhia incômoda fazia-se perceber e,eu ainda briguenta, queria distância. Sentia, mas não dava ouvidos.

Hoje, ainda acompanha vida minha e de muitos outros habitantes deste Planeta, mas só que agora, eu a escuto, toco e me deixo tocar. É uma relação diferente porque aprendi, que diante da dor, o mais fácil era chorar.

Em muitos momentos, as lágrimas secam antes de sair, se negam porque preferem outros instantes meus: a alegria de ter amigos. E nunca, nunca festejei tanto a amizade.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...