Celulares mexem com as células




A tecnologia que vicia está sendo combatida por autoridades e por políticos envolvidos nas questões da criança. Aqui no Ceará, acaba de ser aprovado projeto de lei, de autoria do deputado Artur Bruno, que proíbe uso de celulares, ipod e outros do gênero, nas escolas.


Era um tal de manda mensagens e conversas sem limites que estavam comprometendo o andamento das aulas. A criançada em dia com a tecnologia, mas na hora de ver para crer na lição, nada! Foi radical a medida para muitos dos jovens, no entanto, necessária. Afinal, a invasão tecnológica só não é maior com relação ao número de computadores nas escolas, o que é de se lamentar.


A dependência tecnológica vem crescendo significativamente, a ponto de o governo japonês anunciar que pretende fazer uma campanha para controlar o uso da telefonia móvel. É de lá que vem a notícia de dois adolescentes - 12 e 13 anos - que estão recebendo tratamento para deixarem o uso contínuo do celular.

Como alimento, o celular e outros avanços tecnológicos são absolutamente necessários. No entanto, se faz necessário disciplinar o uso. A tecnologia salva, mas também pode matar. Muitos já perderam a vida por estarem portando um dos aparelhos. Isso, porque o portador é vítima de assaltos constantes. Eu, estreei na relação dos assaltados, e o meu celular mudou de dono.

Abrace a data

Que comercial qual nada. Hoje é dia de olhar nos olhos profundamente, fazer declarações nem sempre sonoras; afagar a mão numa sinalização de companheirismo.

Dura quanto tempo esse chamego? Sei lá! não quero medi-lo, apenas perpetuar na lembrança fugaz da época porque namorar é o princípio de uma relação benéfica.

Se para as empresas, é um rendoso aditivo, para mim é um investimento de vida. Há quem pense que amar é um sonho. Acorde! É real. Ame quem está do seu lado - que nem por isso é percebido na sua totalidade.

Dê-se um presente. Abrace, sorria e beije muito. Afinal, de corpo presente, o abraço é a aliança universal da amizade.

Pois é...


Ser alegre é uma opção que abracei desde a aparição da primeira tristeza. Não suportei aquela pressão na cabeça, no peito, aquela ânsia antecipando algo que não fazia idéia do que fosse.

Chutei fora sem pensar no árbitro e nos possíveis cartões de disciplina em pleno campo da vida, sempre verde e, que quando amarelava, encontrava face com rubor, brigando para abraçar o riso.

Espero que você que me acompanha entenda o procedimento de alguns escritos meus a respeito da dor. Ela sempre vem, só não pode é ficar muito tempo por aqui, porque a alegria é muito mais buliçosa e encontra sintonia no pensar.

Compras de futuro

Vou comprar um jazigo e encomendar também os serviços de alguma funerária. Interessante o desejo desse novo investimento. E parace ser muito bom negócio. Segundo o vendedor, um jazigo representa um novo apartamento e pode ser vendido, trocado...

Na invenção dos negócios, fico cismando o pensar da forma mais galhofa que conheço. Ou seja, se vender é porque desisti de morrer? Tento colocar aqui um tempero humorístico porque comprar jazigo sempre foi visto como algo sinistro, aliás é assim que se chama morrer.



Mas, o que quero aqui dizer é o seguinte: vou ter mais duas contas para pagar. E foi o que lembrei para o vendedor. Homem, faça algo de futuro, disse-lhe, no que retrucou: mas é o nosso futuro, dona Fátima! Boa ponderação, no entanto, o que há de se fazer?



Como um analista financeiro veria esse tipo de negócio. Até imagino a resposta: e pra vida toda, porque ninguém vai querer brigar pela herança. O jazigo é um negócio seguro. Ninguém vai mesmo disputar comigo por isso. Ou iria?

Matutar


A poesia matuta é rica. Alimenta a alma com gosto de terra e cheiro da mata. Lembra arranhões provocados pelos galhos das plantações na pele, quando o choro é a razão do poeta. É arco - íris quando fala das cores do amor e lembra vassouradas quando afugenta a solidão.


Fico assim matutando, conversando com os meus botões quando leio os rústicos do sol, empoeirados de embevecimento, esperando a lua chegar para cantar o amor que lhe corrói a alma, mas por não ser intelectual, apenas faz rancho na saudade.


A poesia não tem dono, mas tem administrador. O diabo é a sequência do verso que por ter rima pobre, nem sempre alcança alguém que fique rico só de inspiração, quebrando a rotina da lida insana em busca do aconchego bom.

É tanta fogueira...

Estamos no mês de junho, das festividades ricas tradicionais folclóricas. Removo o pensar e recordo com saudades o melhor dos festejos de São João: o sentimento romântico ingênuo, quando eu podia ficar horas a fio em frente a uma fogueira, sem problemas com a fumaça, à espera da batata - doce assar.


Na minha rua os carros passavam vez em quando e a velocidade permitia que a gente pudesse ficar com tranqüilidade nas vias, reduto das brincadeiras infantis.

O desejo frenético de ver a aliança de noiva - suspensa sobre um copo virgem, com água presa a um fio de cabelo, rezando para Santo Antonio, que decretaria com as pancadas da jóia o tempo que iria ficar solteira.

A facada na bananeira receptiva, que emprestava o seu sulco maravilhoso para desenhar na lâmina o nome do marido ansiado; as quadrilhas, que não assustavam, mas que me deixavam embevecida com o passo ritmado, do qual criança não participava.

O calor e o crepitar do fogo queimando a barra da saia no salto na fogueira, uma das peraltices consideradas artes. Depois de grande, as festas nos sítios dos amigos com direito à tapioca, pé- de – moleque, canjica, pamonha, que perdiam o privilégio da minha mesa, substituídos por um bom pedaço de churrasco acompanhado de uma gelada.

Para não me perder na origem, ainda corria para a fila do pote, de onde saía o gostoso aluá. Volto à cozinha da minha infância e me vejo guardando a boca do pote com um pano, bem amarrado com uma cordinha. Ali não poderia mexer porque o pão estava fermentando junto a rapadura e a água, além dos temperos, que menina não podia saber para não “destemperar”.

Como as superstições são ricas lembranças e como me alimentaram por muitos anos... até hoje ainda exercem fascínio, quase imperceptível, mas que dá uma saudade....

Nada mais me faz refletir sobre a existência do que quando sou sincera comigo. Quando percebo o quanto fui longe e me indago se estou pronta para a franqueza.

Enquanto na intimidade, o drama se conserva desconhecido, mas quando exposto... Ou seja, ser verdadeiro sem ser franco seria a tônica do equilíbrio no convívio social? Falar a verdade significa necessariamente ser franco? Para entender melhor: ser franco é dizer tudo o que pensa?

Alguns apostam que a franqueza não significa necessariamente a expressão da verdade. Acontece, que eu sou o que penso, portanto, se digo o que penso, sou verdadeira?
O diabo é a forma como me expresso. Por isso, fico tão reflexiva quase sempre. Não me considero insuportável porque a convivência com o self tem sido fácil. Larguei há tempos a juiza e ateei fogo verde de esperança de dias melhores, na toga. E aí um amigo me diz que além de ser o que penso, sou absolutamente o que eu sinto.
Voltando à reflexão, neste exato momento estou sendo verdadeira, portanto, franca e eu mesma porque escrevo o que sinto.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...