Democracia


Aprendi em casa que quem tem ouvido ouve qualquer coisa. O pensar juiz, no entanto, vai editando as falas e deixando o que considero ser necessário, útil para mim. De vez em quando, tudo cai no umbigo, esse reduto fechado, que me castra o pensamento no outro.


Tem sido assim a razão de vários discursos até agora. Aquelas frases arrumadas, trincheiras do pensar coletivo. Não é meu nem seu, então posso estragar. Essa é a visão popular, os ditames daqueles que desconhecem as razões pelas quais o coletivo começa em si mesmo.


Por isso a depredação de praças; sucateamento de veículos; dilapidação do patrimônio público. Não é meu, não tem ninguem olhando, então, a ação individual é destruir. Quem pode administrar o coletivo se não nós mesmos?

Respirar




Tenho falado muito sobre Fortaleza. É que, apesar de passar o dia entre paredes, a Cidade sobrevive lá fora, reduto de habitantes, na maioria alegres. Eu sempre gostei muito de verde, não falo da cor da tinta dos muros e janelas. Falo em respirar. Devido a isso, as pracinhas e algumas áreas verdes são as minhas preferidas.




Não tenho tido o prazer de ficar horas sem nada em me ocupar em algum banco de praça. Apesar de algumas praças - a próxima à minha casa é cuidada - estarem praticamente maltratadas. Somos nós mesmos sem o desvelo necessário. Mas, a praça perto da minha casa, florida e verde, é um convite para o deleite ao nada fazer. Contudo, falta alma, que acalanta, que abriga. E isso nenhum administrador vai me permitir.




As plantas regadas diariamente, o chão mais ou menos limpo, não me dão garantias para a tranquilidade necessária. Enfim, como respirar ar puro, quando ao meu redor flui insegurança?

Lá vem o sol!




Fortaleza casa-se mais cedo nesses dias. O sol, marido impaciente? Cerca toda a cidade com riso amarelo e a desposada confunde e assusta quem perde o despertador. Imagine! Sol alto antes das seis da manhã.




O maridão alegre frequenta ruas e praças e bate na porta da casa que ainda não acordou. Quis saber dos meteorologistas porque acredito que o sol está muito ocupado para dar resposta a uma vizinha que visita a esposa sem pedir-lhe permissão.




Coisas dos tropicos. É por isso que em outros locais, estão confundindo o sol adiantando a hora. O homem cisma de ser criador e faz confusão.


Significados


Eloá em hebraico quer dizer Deus, presente de Deus; Naiara, em grego, aquela que comanda; Lindemberg, em alemão, altos montes.


Olha o que se encontra viajando na internet depois de ler todas as notícias - que se repetem em todos os sites noticiosos - vem a questão que não cala: por quê? Aí a mente viaja, encontra supostas respostas quando o caminho deveria ser luz.


A lâmpada pode quebrar inúmeras vezes, mas a luz vai prosseguir e nem importa o quanto alcance, o seu brilho será visto.

Entardecer



Um dia desses observava que em alguns bairros da cidade, as pessoas preferem transitar no meio da rua, evitando as calçadas. Tinha vontade de perguntar por quê, contudo, ficava na observação. Hoje estou que nem elas. Quando estou a pé, prefiro - na maior parte do percurso - as ruas porque são mais fáceis de correr para fugir daqueles que insistem em viver na criminalidade.


As ruas de Fortaleza, antes eram um convite para sair à tarde, curtindo o sol que se despedia e anfitrionava a lua. O entardecer de Fortaleza é simplesmente fantástico. Mas não dá para ficar olhando pro tempo, é perigoso!


As calçadas de Fortaleza são verdadeiras pistas de obstáculos e nem adianta ameaçar punir estabelecimentos comerciais porque nós somos coniventes: sentamo-nos numa boa em cadeiras distribuídas pelas vias que seriam para andarmos. São os bares, as pizzarias e até restaurantes.


E os veículos? ah, cada vez em maior número e tão chiques que faz lembrar que vai longe o tempo em que o Estado era considerado pobre. As vezes me pergunto por onde andei que passei a desconhecer a minha Cidade.

Professora!!



Ser professor é que nem mãe: é para sempre. Mas, nem sempre são próximos. Tive a oportunidade de conviver com muitos, a maioria, mulheres. A primeira professora (foge-me o nome dela agora) nos estimulava a cumprir as tarefas com a palmatória. Não, eu nunca apanhei dela. Aos seis anos de idade, já sabia ler algumas palavras e somar alguns números. Recusei-me a cobrir as letras do alfabeto, preferindo imitar a boa caligrafia no caderno.


No ginásio, uma outra professora marcou por ter duvidado da autoria do trabalho que apresentava. Recorri aos rascunhos(borrão) para convencê-la. Depois, com o pedido de desculpa passei a ser alvo de suas atenções pelo capricho no raciocínio. É bom lembrar que na adolescência vivi alienada, o que dava asas para a imaginação.


Outras importantes figuras ainda são do meu convívio hoje: o professor Antonio Mourão, com quem tenho a oportunidade de contar como colaborador para análises de vários temas na rádio em que trabalho; e a professora Adísia Sá, também com quem já trabalhei e sempre tivemos uma convivência maravilhosa.

Pela criança



Os ministérios da Saúde e das Cidades lançam campanha com foco na criança. É mais uma tentativa para diminuir o número de óbito infantil nas estradas do país. Ontem, enquanto jantava numa churrascaria próxima à minha casa, vi um desses flagrantes contra a criança. E acredito que ela estivesse em companhia dos pais, que iam numa moto, os dois adultos com o capacete e a criança entre eles.


Há pessoas que acreditam que o fato de estarem presentes é o suficiente para proteger a criança. Mas, num acidente, quem mais irá se machucar? A violência contra criança é tão sutil que não é percebida pelos adultos. Vem desde a falta de atenção quando um choro ininterrupto acontece em meio a madrugada, ao desrespeito do horário de se alimentar e fazer higiene.


O apelo do governo vem em forma de lei, multas contra a falta de atenção. Enquanto o bom senso não ocorre, é o bolso a parte mais sentida.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...