Flagrantes
O dia seguinte...
Eu fiz o curso intensivo de amar três vezes. E não abro mão disso. Pequenos são os nossos bebês; grandinhos, pessoas que precisam conhecer com rapidez para poder acompanhá-los; adultos, companheiros.
Chuva na Cidade

Fortaleza está molhada, praças mais verdes, resistindo ao vandalismo. A chuva não causa transtorno. Inunda a vida. As águas em abundância rasgam as ruas, invadem os lixões, assustam os homens, inclusive os que sujam.
Costumo fazer limpezas na bolsa quase que diariamente. Dali retiro papéis de anotações os quais levo para reciclagem no trabalho; e de alguns bombons e balas, que me nego insistentemente de jogar fora.
Não sou a cidadã que a cidade merece, sorridente vizinha de calçadas pelo medo de me expor, contudo, tenho consciência de que o lixo amontoado não saiu da minha casa.
A Fortaleza que me viu nascer cresceu mais rápido do que eu. É um mundo de ruas, ruelas e becos. Falo da periferia visitada ontem à tarde. O que poderia ser um passeio agradável, foi um desafio desviar dos buracos, do lixo, e das pessoas que não tem calçadas para trafegar.
Eu gosto da periferia porque a gente vê os rostos das crianças, das mães avisando sobre o perigo dos carros, bem diferente dos bairros onde residem os que têm salários melhores, que apenas nos oferecem muros altos e cercas elétricas.
Ora, bolas!
Choro para adolescentes
Ação Divina e ação do homem
Inquietude
Estou voltando depois de uma ausência absolutamente justificável. Feriados não combinam com a minha rotina. Atrapalham o ritmo da vida: ocupo-me e sou ocupada por tantos afãs. Interessante, mas é preciso admitir que estou voltada para o trabalho.
Não consigo ficar quieta. Até quando me deito prazerosamente na minha rede branca com rosas pintadas, bem coloridas, tenho que ler ou gasto bateria do controle remoto. Ou seja, preciso estar ocupada para fazer sentido este viver nem sempre pacífico.
As vezes o pensar assalta-me com relação a uma possivel limitação cerebral - ou o tal do suíço que ameaça as mulheres com mais de 50 anos - como sobreviveria assim? Apesar de querer manter distância, o tal estrangeiro bem conhecido da intimidade alienada de muitas mulheres, é um sombra no final do túnel.
IA conversa comigo
Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você. E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade. ...
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Sabe aqueles dias em que você se subestima? Carrega pensamentos sombrios, que só fortalecem o pessimismo? Pois é, de vez em quando eu me as...
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Fico cismando o pensar sobre a minha existência perguntando a mim mesma, o que eu poderia ter feito diferente? Se eu não tivesse filhos, se...
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"Quero morrer trabalhando. Não aposentarei atividades. O rádio é a minha vida". Frases repetidas, inúmeras vezes pelo amigo Narcé...