A destruição que renova


As forças da natureza sempre as vi como algo distante. Igualava à imensidão do ceu infinito. Tudo ao alcance da vista, mas absolutamente longínqua com relação ao meu controle(?) O ceu sempre é o lugar que olho desde criança. Fico imaginando asas e alcanço alturas que nenhuma aeronave pode me levar.

A força que assusta, atrai. Nesse magnetismo sigo sem pensar até onde posso chegar. É a volitação sonhada desse mundo natural regido por outra força que busco na intimidade da fé. A imagem suprema da energia que conduz os planetas, que reviram a superfície da Terra, num parir de calor, que transforma e atinge em cheio a ignorância do ser que se julga finito. 

Tela

No filme da vida a legenda nem sempre traduz o que é dito na língua que a gente prefere ignorar. É por isso, que na adolescência o som não traduzido ocupa muito mais espaço na mente, sem que necessariamente, seja compreendido.

Quantas vezes já paguei pra ver o jogo e continuei no banco de reserva do amor, à espera de uma oportunidade que pudesse fazer cantar o sopro que me acalentava. Eu sempre fui ignorante da vida maior, mesmo acreditando que fazia parte dela.

É como parir crianças sem conhecê-las e torná-las fibras do imo inigualável.

Pássaros

Sempre gostei de ouvir pássaros.                                                           Créditos: depositphotos.com / steve_byland Cantos...