O pensar: Sob a regência....

O pensar: Sob a regência....: A minha vida foi regida pelo medo. Pensava estar sempre do lado de dentro da janela vendo a vida passar. O quadrado retia a aventura que v...

Sob a regência....

A minha vida foi regida pelo medo. Pensava estar sempre do lado de dentro da janela vendo a vida passar.

O quadrado retia a aventura que vinha de dentro e batia sempre na porta da consciência. O olhar não espreitava o final da rua que os órgãos não avistava.

Sempre dei ouvidos as batidas aceleradas do meu coração. O latejar do cérebro desapercebido tudo registrava. Nem sempre as somas eram divididas comigo. E, hoje, num "passar a limpo" das emoções, percebo que sempre estive na calçada dos sonhos, pisando forte no paralelepípedo da sorte.

Flutuação

Nada é mais impaciente do que o cursor sobre o espaço em branco a espera das letras, que surgem num teclar rápido, célere, bem além do pensamento. Sequer dá tempo para entender o que vai sendo explorado, num sentir flutuante.

Escrever - já me disseram, é um vício- e nessa dependência continuo eu em busca do íntimo que se esconde. Nada me é mais conhecido do que eu mesma e nada é mais desconhecido do que a minha pessoa. Conviver com o desconhecido faz de mim um número aleatório.

Nesse liquidificar de emoções, quem sou eu e que pretendia ser? Um monte de vozes, de silêncio, de aceitação e rejeição. Ninguem torce mais por mim do que eu mesma e ninguem consegue agredir-me tanto!

Agora entendo porque as pessoas estão substituindo "peças" originais por próteses. Disfarçar é bem mais fácil.

Veia criativa

Inspiração dá asas

A criação vem como um monte de palavras feito poeira a provocar espirro do pensar. Passo tempo letargicamente criando, sem espantar os quase invisíveis, grãos da nuvem. À luz do conhecimento, fujo para dentro feito cabeça de tartaruga. O animal sempre busca refúgio. Assim é o pensar, que quando espantado, entra em movimento para depois pousar levemente, empurrado pela gravidade.

O poeta é um devedor. Os credores não lhe cobram juros exacerbados, mas o ignoram nos momentos de moratória. Uma parcela paga a cada vez, sem o turbilhão dos juros - juro que retorno às letras- só para continuar escapando do processo da cassação.

Na real...

No tempo em que acreditava ser amor as explosões de ciume, fui feliz com o companheiro. No momento em que despertei para as consequencias doentias da posse, fui infeliz. Busquei um meio termo - entre os tapas e os beijos - para não melindrar a resistente controvérsia masculina.

Esse retorno ao tempo veio há pouco, ouvindo um colega relatar uma cena que marcou. Nada é mais eficaz para combater sonhos rosados do que a realidade!

Na rede


Não gosto de regras, mas quem vive sem elas? Portanto, nas festas de fim de ano, eu não faço balanço das atitudes tomadas nos 365 dias passados; não procuro no supermercado produtos “laites”; pouco me importa o que dizem os rótulos. 

Nada me tira o prazer de ficar o dia inteiro na cozinha no processo químico de transformar sabores. 

E também pouco me importa se alguém reclama do “sacrifício” que faço em trabalhar nas vésperas das ceias. O que vale a pena é  sentir o prazer do outro se deliciando. As gargalhadas, o melhor presente dos amigos e parentes...

Portanto, o balanço do ano é na minha rede, com quem quer ter o prazer de dividir comigo o espaço.É rever fotografias com rostos brilhantes de esperança, sorrisos prontos que só a amizade tempera e torna eternos.

O rádio

Eu tenho um sonho - sem querer parodiar Martin Luther King, ao anunciar sua meta de banir o preconceito racial - de publicar os meus escritos. Parei na contramão do pecúlio. 

Corria atrás como faz quem acredita que os sonhos estão distantes, num abrigo isolado por nós mesmos, como algo impossível. Só no dia anterior a este, despertei que as tais obras minhas já são publicadas diariamente. A edição é minha, assim com a cópia das ideias humanas. 
 
O rádio é a minha janela, que folheia, publica e distribui para leitores/ouvintes o que os meus dedos sem timidez desenrolam a teia sem mistérios da criação.

É o rádio a minha prateleira e todos os dias são de autógrafos, citados com a disciplina de quem me traduz.

Eu amo rádio!

 

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...