Fama


A fama está longe de expressar o que realmente o ator da vitrine representa. O famoso atrai atenções variadas com têmperos diversos. É eleito líder, copiado, desejado, consumido e, quando tudo é satisfeito, muitas vezes, esquecido.


O caminho para chegar ao topo é longo e árduo, mas a fama é efêmera, só dura quando póstuma.
Os fãs e adversários mal contêm a avidez para devassar a intimidade, atribuindo-lhe um perfil composto por anseios e frustrações, esquecendo a missão de cada um.


Todos somos merecedores e desenvolvedores de ações multiplas. Abraçamos causas ou abominamos, e na característica mimética, ser o outro, terceirizando, inclusive emoções.


A fama nem sempre é uma escolha, é conseqüência.

Historiando


Destaco aqui um dos bons momentos que o rádio me oferece. Um flagrante com pessoas competentes, que acreditam no meu trabalho. Na ocasião, Narcélio Limaverde lançava o seu livro de crônicas Fortaleza antiga, uma peça importante para manter viva a memória da Cidade.

Fazer rádio é viver intensamente o prazer de informar. Nem importa se a vocação e a dedicação rendem recursos materiais. Prestar serviço é a ordem que deve ser cumprida, com vontade e muita lealdade.

Pensar afoito e ações moderadas

O mais difícil de envelhecer é manter jovem o corpo físico. Enquanto o corpo segue a linha do tempo, o raciocínio está mais afoito, porque nesse período costumamos ficar mais centrados nas idéias. Ou seja, as ações multiplicadas são reforçadas pela experiência.

É por isso, que comemoro moderadamente, a vitória do presidente eleito dos Estados Unidos. Particularmente, tirando tudo o que nos conta a história desumana, nada é de extraordinário, um homem inteligente e corajoso como Obama, estar agora se preparando para comandar uma das maiores nações deste Planeta.

Dia do radialista




Estamos em festa, ainda, porque fazer rádio é estar pronto para qualquer eventualidade. É também saber reconhecer os valores humanos e, notadamente, o comportamento das pessoas.


Nós, que hoje festejamos o dia do radialista, lei sancionada em 2006, pelo presidente Lula, nem sempre nos damos conta da data. É porque mudou e por estarmos tão envolvidos em fatos outros.


Costumo pensar que ninguém é mais radialista do que o ouvinte. Estão sempre atentos e quando nos cobram, é para melhorar a programação. E também para lembrar que uma das principais razões de ser da mídia eletrônica é ouvir o outro.





O rádio é íntimo porque está mais próximo do pensar humano. Fala com quem ouve e tenta responder o que sente. É por isso, que está sempre ao pé do ouvido.

Parabéns!


Hoje a rádio FM Assembléia 96,7 completa um ano de atividades. Uma rádio que tudo leva muito a sério. Que faz parceria com o ouvinte que está aprendendo a ficar mais próximo da política. Porque todos nós somos, por excelência, políticos.


Políticos no sentido de compartilhar ações e atividades. Depois da TV Assembléia e do rádio, os eleitores passam a conhecer de mais perto o político em quem depositou o voto da confiança. Tem sido a forma mais democrática de se fazer comunicação. E os parlamentares, por sua vez, expôem com abertura as suas idéias e projetos.


A rádio FM Assembléia, um desafio constante, como toda mídia, na realidade, foi um grande presente para quem há cerca de três décadas curte rádio.

Feliz com apego?



Recebi e-mail com dicas para ser feliz. Uma das idéias é não levar a vida a sério. A frase só dá o que pensar porque não é específica. O que não deve ser levado a sério? Ou seria melhor indicar o que não deve ser levado muito a sério?


Como ser feliz sem levar alguém que faz parte da nossa vida a sério? Seria dar de ombros quando algo que não pode ser resolvido a contento? Seria fazer vista grossa? Seria por um ponto final numa frase que merece um parágrafo?


Seria dar um murro no espaço para afastar o palhaço da idéia de que só eu posso resolver algo, porque o agente incomodado sou eu mesma?


Não seria melhor dizer, não leve a vida com apego? Porque esse "sentimento" tem me causado dores terríveis, apesar de viver afirmando que não sou apegada, pelo menos, muito. São os tentáculos da equivocada conquista, da maternidade, da necessidade inventada...

Pula, pula






Recebo convite para divulgar o dia do saci pererê, que é comemorado em 31 de outubro. Abro o arquivo da infância e tento encontrar o menino arteiro de uma perna só nos meus sonhos de menina. Enquanto o dowload não é concluído, cismo o pensar para a infantilidade superficial da programação de hoje.


Lamento profundamente a falta de espaço e de oportunidades que as crianças desta década não experimentam. Pode até ser divertido usar o mouse para fazer o saci pular o tempo todo e aprontar com os desavisados, mas é bem diferente imaginá-lo no jardim, no quintal da nossa casa.


Fazer de conta que o cheiro do cachimbo daquele menino danado ou mesmo um assovio de assombro, fazendo a drenalina acelerar o batimento do coração. Pode até ser confortável a piscina coletiva de um grande condomínio, mas nada compensa a água gelada e convidativa de uma lagoa em meio ao sertão, como um grande bem quase único.


Pode ser saboroso o sorvete, mas foge longe do sabor natural da fruta comida enquanto se disputa o galho da árvore, que não nos rejeitava naquele tempo em que malinação era pular sem muito cuidado.


O saci é genuinamente brasileiro, assim como o desejo de que a criança possa experienciar a liberdade de andar descalça sem medo de pegar bicho, ou mesmo, sem se queimar no asfalto, no abandono do cuidado, do olhar materno atento.

IA conversa comigo

  Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você.  E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade.  ...