Pichando a arte da vida
Modelos e modas
Ingenuidade?
Estava conversando com o meu self a respeito da ingenuidade. Aquele tempo em que você acredita que bico de cegonha é para carregar pano branco com um bebê a bordo. Ou que papai Noel é um santo alegre e bonachão que entra no seu quarto deixa presentes, mas só se os lençóis não estiverem molhados.
Pensando o quanto se engana criança, o quanto se mente, é para ficar de orelha em pé com uma vontade danada de dizer que danação de criança é apenas uma resposta ao medo que se faz. Fui uma menina extremamente medrosa. O escuro, as folhas das árvores balançando ao vento, uma batida não identificada faziam o meu sangue pulsar com mais rapidez e os nervos tensos não me permitiam dormir.
Ser ingênuo, portanto, seria o trouxa? Não me aceito assim. Fui criança censurada, num tempo em que menino não ficava na sala para ouvir conversa de adultos; que não podia pedir mais um pedaço de bolo por ser falta de educação; e, muito menos, responder aos pais. Tinha que engolir até o choro. Que tipo de adulto é o resultado dessa pressão?
Pelo verde
Luzes
Dezembro está chegando e a psicoesfera do Planeta torce para que a gente respire melhor e inspire melhores dias, mais luz, brilho na boa vontade. Isso tudo como desejo para o próximo, para o outro, àquele que a gente quer bem ... bem longe, sabe?
Gosto muito de dezembro porque a cidade se ilumina. As luzes artificiais estão longe de ser a luz providencial de que tanto necessitamos, mas pelo menos, ilumina os olhos, cutucando a somba do egoísmo que a gente insiste em continuar cultivando.
É dezembro, o último BRO de 2008, que respira aliviado porque já está tirando férias. Logo mais, passa a bola para o nove, que vem tinindo de boa vontade. Tomara que venha molhado, lavando as árvores da Cidade, regando riachos e avolumando rios, bem por aqui, no tórrido Ceará.
Ser legal
Só o filé?
Com a TV nem sempre me entendo, mas com o controle sim. Não olho para a telinha sem ter em mão o aparelhinho mágico que me poupa muitas vezes de conferir alguns vexames. Mas, há sempre a curiosidade de acompanhar alguns folhetins televisivos. Há produtores que apostam na polêmica, tudo o que dá pra falar, alimentar comentários nem sempre felizes para as pessoas que são alvos, estão na pauta deles.
Assim, conferi sem querer, parte de um debate(?) com uma moçoila morena, pernas trabalhadas em academias, que se autodenomina Mulher Filé. Foi essa denominação que me prendeu a atenção. De pronto, já fui armada com as minhas reticências e um perfil traçado da mulher moderna, que não mais se expõe - digo o corpo - para ser reconhecida.
A moça tentava se defender das acusações de vulgaridade. Ela foi textualmente apresentada assim. O vocabulário não ajudava e ela me pareceu uma vítima, ali acoada, querendo livrar-se da pecha de que é um mau modelo a ser copiado. Uma participante do tipo bem comportada, que não precisaram o nome, alertava-a para o perigo que representa para crianças e adolescentes.
A Mulher Filé participa e defende o gênero Funk: Existem vários níveis de funk - defendeu-se, quando uma outra participante do programa, destacava que o gênero representa um segmento da população que merece respeito.
Como precisava dormir porque acordo cedo, desliguei o aparelho e não sei qual foi o resultado do embate(?) polêmico. Mas, voltando às armas , o pior de tudo não foi a moça em questão, mas o programa que leva alguém para o ar, expõe a pessoa ao rídiculo, numa tentativa irresponsável de manter audiência.
Não vou dizer o nome do programa para não fazer propaganda. Você pode ficar curioso e querer dar audiência.
IA conversa comigo
Eu sou um computador. Não tenho sentimentos, mas posso conversar com você. E conversou só naquele momento, porque não dei continuidade. ...
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